Produtora de filme sobre Bolsonaro nega ter recebido dinheiro de Vorcaro
Go Up Entertainment afirmou que o longa foi financiado por investidores privados e que não recebeu recursos do ex-banqueiro, do Banco Master ou de empresas ligadas a ele
Reprodução A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, negou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master. O longa é uma produção biográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota técnica divulgada nesta quarta-feira (13), a empresa afirmou que, entre os investidores do projeto, não há recursos provenientes de Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob controle societário dele.
A manifestação ocorre após reportagem do The Intercept Brasil revelar conversas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro e a Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, Flávio teria pedido ao ex-banqueiro o pagamento de parcelas atrasadas relacionadas ao financiamento do filme.
Após a repercussão, Flávio Bolsonaro justificou que conversou com Vorcaro em busca de “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história de seu pai.
A produtora, no entanto, declarou que tratativas, apresentações de projeto ou conversas com potenciais apoiadores não significam investimento efetivado, participação societária ou transferência de recursos.
“A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”, diz a nota.
No comunicado, a empresa também afirmou que o projeto foi estruturado dentro de um modelo privado de desenvolvimento audiovisual, com parcerias e mecanismos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.
A produtora disse ainda que regras de confidencialidade da legislação norte-americana impedem a divulgação da identidade dos investidores protegidos por acordos privados.
Por fim, a Go Up repudiou tentativas de associação entre a produção cinematográfica e fatos externos que, segundo a empresa, não tenham comprovação documental, financeira ou contratual.




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