Comissão de ética da Câmara analisa pedido de cassação de Tati Costa (PL)

Vereadora foi denunciada por apologia à ditadura em postagem de livro sobre Brilhante Ustra


Comissão de ética da Câmara analisa pedido de cassação de Tati Costa (PL) Reprodução/Redes Sociais

A Comissão de Ética da câmara de Sorocaba se reúne nesta quinta-feira (5), para analisar um pedido de cassação contra a vereadora de Sorocaba, Tatiane Costa (PL). 

Tati Costa foi denunciada por “apologia à tortura” e “exaltação de práticas criminosas” em setembro de 2025, após uma publicação na rede social em que aparece segurando um livro sobre Brilhante Ustra, que foi chefe do DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar.

Ao Portal Ipa Online, a parlamentar disse que “esse é um livro comercializado, e que todos nós temos o direito de lermos livros que concordamos”.  “Eu já li vários livros nos quais eu discordo, mas leio para obter mais conhecimento. Mas a gente sabe que a esquerda odeia conhecimento, e por isso eles querem punir quem quer estudar, quem quer ler.”, completou a vereadora em vídeo enviado ao Ipa Online.

O livro que aparece na imagem postada, é “Pela memória do Coronel Ustra, eu voto sim”, de autoria do vereador em Porto Alegre e primo de Brilhante Ustra, Marcelo Ustra, e faz referência à fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu voto na sessão de cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Na legenda da foto, Tatiane Costa publicou um texto criticando uma fala da vereadora Iara Bernardi (PT) durante uma sessão da Câmara Municipal, na qual ambas bateram boca sobre o assunto.

"Essa foto foi para a vereadora do PT que disse hoje na sessão, que fica horrorizada com as coisas que eu digo, pois não vivi a época da 'ditadura militar', como se eu pudesse ter opinião apenas se tivesse vivido aquele período", dizia o post.

O pedido de cassação, à época, foi endereçado ao presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Sorocaba, o vereador Cristiano Passos (Republicanos).

No documento, protocolado pelo professor Raul Wallace Amorim Carvalho, há o pedido de instauração de um processo disciplinar com base na resolução número 358 de 2010 do Legislativo, que prevê a cassação de mandato por "proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo".

A Comissão de Ética se reúne às 14h desta quinta-feira (5), para avaliar se dá andamento ou se decide pelo arquivamento do caso. 





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