Alana Damasceno

Ao sair da casa, arrumem tudo e peçam desculpa aos donos

Ocupação na rua Coronel Nogueira Padilha virou munição para a direita e fugiu do propósito de ajudar a mulher


Ao sair da casa, arrumem tudo e peçam desculpa aos donos

A baderna da ocupação ocorrida na casa da rua Cel. Nogueira Padilha, em Sorocaba, infelizmente manchou um ato tão necessário no Brasil: a defesa da mulher brasileira. 

Essa ocupação ainda deu um tiro no pé: inflou o ego da direita. O casarão é aproveitado diariamente por vereadores fazendo turismo midiático e esbravejando ódio em cima daquelas que participam do movimento.

Se o ato é legal e o movimento agiu dentro da lei, ponto para eles. Agora, se agradou geral, a resposta com certeza é negativa. E essa resposta resulta em descrédito com a população sorocabana. Não importa se a casa, por estar em condições de abandono, poderia abraçar uma função social. A propriedade é um direito previsto na Constituição.

A MULHER TEM DE SER AMPARADA POR POLÍTICAS PÚBLICAS. MAS ELA VAI SE SENTIR SEGURA SENDO ATENDIDA EM UM TERRITÓRIO DESCREDIBILIZADO POR SER UMA OCUPAÇÃO?

Além do mais, a histeria contrária foi tanta que duas vereadoras bastante atuantes de esquerda foram denunciadas por apoiar o movimento e, agora, enfrentam pedidos de cassação de seus mandatos.

Não somente vereadores 'brabos' visitaram o local. O Saae e a CPFL também estiveram lá, obviamente, para cortar água e o 'gato' dos invasores. 

Sorocabanos demonstraram também discordar da 'ocupação'. Em sua minoria, aqueles que apoiam são os mesmos que estão dentro do núcleo da ocupação.  

A família do ex-vereador Cláudio Gâmbaro pediu a reintegração de posse do imóvel. No dia 18 de março, Cláudia Gâmbaro, neta do ex-parlamentar, fez um desabafo na Jovem Pan Sorocaba: 

"Se a causa é sobre a mulher ser vítima, eu sou mulher. Eu sou vítima. Violaram meu direito e minha casa. Fizeram um crime para chamar atenção".

Escapulir pela esquerda

A péssima repercussão do ato fez com que o vereador Raul Marcelo (PSOL) trabalhasse para adquirir recursos e alugar um local - a partir de 2027 - para que o grupo feminista trabalhe em seu propósito, enfim, com dignidade. 

Agora o que ele pede? Que a entidade regularize sua situação. Até porque, todos os Pix da campanha caem em CPFs de mulheres, sendo um deles, o principal do Movimento Olga Benário, no nome de Rafaela Carvalho Pinheiro, então candidata a vice-governadora pelo RJ em 2022, pelo partido UP (Unidade Popular).

A causa da mulher é nobre e jamais deveria ser manchada pela ocupação, invasão, ou como queira chamar. E que o Poder Público haja a favor da mulher, se é isso que falta. 

O último a sair, apague a luz. (Ops, o 'gato' foi cortado) 



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