Alana Damasceno
Lula está bravo com a esquerda, e acha que Boulos é a solução
Inércia dos movimentos de esquerda incomoda o petista, que busca a reeleição a todo custo em 2026
De olho na reeleição em 2026, o presidente Lula não esconde mais a brabeza com a falta de ação da esquerda.
O ápice de sua raiva poderia passar despercebido, mas seu discurso em evento do PCDOB, mostrou como o petista tem se incomodado com a inércia dos esquerdistas no país.
No evento, Lula repetiu por diversas vezes que a falta de articulação da esquerda, da ausência nas ruas, tem faciitado para que a extrema-direita fique em evidência.
Lula relembrou - de forma saudosista - de líderes esquerdistas que já ocuparam chefias de Estado na América Latina. Entre os nomes: Hugo Chavez, Venezuela; Cristina Kirchner, na Argentina; José Mujica no Uruguai; e Evo Morales, na Bolívia.
O petista também levantou outra lebre: a força das redes sociais. O néctar para que a direita ocupasse o poder no Brasil.
"A gente se reúne com 80, 30 pessoas, e o povo tá na rua e a gente não fala com ele", reclamou referindo-se à esquerda.
"Só falamos com aqueles que vão ao nosso chamamento e não vamos até onde eles estão. Esse é o desafio que temos de fazer, É voltar para o braço do povo", declarou.
BOULOS 'SALVADOR DA PÁTRIA'
Eis, a explicação para colocar Guilherme Boulos no governo. Ao agradecer Lula por, agora ser ministro da Secretaria-Geral da República, afirmou que sua missão será 'colocar o governo na rua'. Ou seja, institucionalmente, a missão de Boulos será ser 'cabo eleitoral' de Lula, mas com recursos do governo.



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