São Paulo lidera ranking da cesta básica mais cara do país em fevereiro, aponta pesquisa

Estudo da Conab e do Dieese mostra que valor médio na capital paulista foi de R$ 852,87; carne subiu em 20 capitais


São Paulo lidera ranking da cesta básica mais cara do país em fevereiro, aponta pesquisa Reprodução

O custo da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras no mês de fevereiro deste ano, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na segunda-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

São Paulo foi a capital com a cesta básica mais cara do país, com valor médio de R$ 852,87. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

As principais altas no período ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%).

Já nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

O que subiu

A carne bovina de primeira foi um dos itens que mais pesou no bolso do consumidor. O preço subiu em 20 capitais, com percentuais que variaram de 0,14%, em Brasília, a 2,93%, em Rio Branco. Apenas sete cidades registraram queda, com destaque para Manaus (-1,33%). A menor disponibilidade de animais prontos para o abate e o bom desempenho das exportações mantiveram a carne valorizada.

O feijão também registrou alta expressiva. O preço do grão subiu em 26 capitais. O feijão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, aumentou nessas cinco cidades, com percentuais entre 1,38%, em Florianópolis, e 13,83%, em Vitória. Já o feijão carioca teve queda apenas em Boa Vista (-2,41%). As altas mais significativas ocorreram em Campo Grande (22,05%) e Belém (18,63%), reflexo da oferta restrita e da menor área de produção.

O que ficou mais barato

O café em pó ficou mais barato em 21 capitais. As reduções mais expressivas ocorreram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o preço não se alterou, e em cinco localidades houve aumento, com destaque para Macapá (3,59%). A perspectiva de safra recorde e a queda nas exportações explicam a redução no varejo.

O óleo de soja registrou queda em 26 capitais, com variações que foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Em São Luís, o valor permaneceu estável. A redução está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real.

O arroz agulhinha caiu em 16 capitais. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove capitais houve aumento, com a maior variação em Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, o preço médio permaneceu estável. O movimento de queda está relacionado a estoques mais ajustados e à postura cautelosa dos vendedores.

O leite integral também apresentou queda em 15 capitais. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Em Manaus e São Luís, o valor permaneceu estável, enquanto outras dez capitais registraram aumento, com a maior alta em Curitiba (2,28%). Apesar do início da entressafra, a importação de derivados lácteos contribuiu para a redução dos preços no varejo.

Cenário geral

Das 27 capitais pesquisadas, 14 registraram alta no valor da cesta básica e 13 tiveram queda na comparação entre janeiro e fevereiro de 2026. Os dados completos da pesquisa estão disponíveis nos sites da Conab e do Dieese.




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