Mãe da vítima de estupro coletivo emociona ao relatar o impacto do crime em suas vidas

A mãe da menina diz que tamanha repercussão e apoio fez com que a vítima desse mais uma chance para si mesma


Mãe da vítima de estupro coletivo emociona ao relatar o impacto do crime em suas vidas Foto: Fantástico

Em entrevista ao programa Fantástico, a mãe da jovem de 17 anos vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro relatou o impacto do crime. A mulher, que é avó materna e possui a guarda da adolescente e de sua irmã de 12 anos, descreveu o desespero ao descobrir que cinco indivíduos participaram do ato, quatro deles indiciados e presos, e um menor de idade que se apresentou à delegacia por último.

A responsável afirmou que saber o número de envolvidos foi "ainda mais brutal". "Eu fiquei apavorada, porque eu achei que fosse uma pessoa", disse aos prantos. Segundo o relato, a vítima sentia culpa pelo ocorrido, pedindo perdão à família como se tivesse causado uma vergonha: "Ah mãe, desculpa por envergonhar", dizia a menina. Ao ver a filha, a mãe encontrou diversas marcas de violência pelo corpo: "era um roxo preto, e muitas partes pretas, eu falei meu deus, eu fiquei apavorada".

De acordo com o depoimento, a adolescente tentou resistir e implorou para que os agressores parassem. "Ela pediu pra ir embora. Ela não queria ficar mais. Ela pediu para parar dezenas de vezes. E quando ela pedia para parar, foi aí que ela apanhou. Eles subiram em cima da cama e chutaram, chutaram ela até ela cair da cama. E continuaram chutando e chutando minha filha", detalhou a mãe sobre a dinâmica das agressões durante o crime.

A família denunciou o caso imediatamente e solicitou que a polícia buscasse os criminosos, já que o estupro havia ocorrido há menos de uma hora. Agentes foram ao apartamento na tentativa de realizar prisões em flagrante, mas o local já estava vazio.

A mãe pontuou que a repercussão do caso e o apoio recebido, especialmente de outras mulheres, foram fundamentais para a jovem, afirmando que, assim, "ela conseguiu tentar dar uma chance para ela". Ao final da entrevista, emocionada, a mulher reforçou a importância do consentimento: "Se ela disser chega, chega. Se ela te dizer, eu não quero mais, eu não quero mais. Na hora de dizer não é não, só respeita isso".





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