Estupro no Rio: presidente do TST liga camiseta de réu à cultura redpill e critica "epidemia" de ódio contra mulheres
Em discurso na abertura da sessão da Corte, ministro Vieira de Mello Filho condenou crime e pediu mudanças culturais
Reprodução / Redes Sociais O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, condenou nesta segunda-feira (9) o estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro. A fala ocorreu durante a abertura da sessão do órgão especial da Corte.
O ministro comentou a repercussão da imagem de um dos réus do caso, Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, que se apresentou à polícia no último dia 4 vestindo uma camiseta com a frase em inglês "Regret nothing" ("não se arrependa de nada").
Segundo Vieira de Mello, a expressão é associada ao universo conhecido como redpill, frequentemente citado em debates sobre misoginia on-line. O termo seria um dos lemas de Andrew Tate, influenciador que prega a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores.
Críticas à cultura redpill e às redes sociais
O ministro afirmou que episódios como o estupro coletivo evidenciam a necessidade de discutir mudanças culturais e possíveis formas de regulação da internet, diante do que classificou como uma "epidemia", o crescimento de conteúdos que incentivam violência contra mulheres e meninas.



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