Merendas: secretário de Weber alega 'coincidência' empresa ficar em sua antiga cidade

Bassi atuava como secretário de Administração e Finanças em Estiva Gerbi, mesmo município onde está localizada a W&C Alimentos Ltda, contratada de forma emergencial para servir merendas em escolas de Votorantim


Merendas: secretário de Weber alega 'coincidência' empresa ficar em sua antiga cidade Foto: reprodução/facebook

O secretário de Finanças do governo Weber Manga (Republicanos), Rafael Bassi, afirmou ser coincidência o fato de a empresa contratada em caráter emergencial para o fornecimento de alimentos não perecíveis destinados à merenda escolar estar localizada na mesma cidade onde ele atuou anteriormente como secretário municipal.

A empresa em questão é a W&C Alimentos Ltda, sediada em Estiva Gerbi, Mogi Guaçu. O contrato emergencial tem validade de três meses e totaliza R$ 1,4 milhão.

Segundo Bassi, não passou de uma coincidência: "na realidade se trata apenas de uma coincidência, pois em nada se pode influenciar num processo licitatório", afirmou. Ele confirmou que não tem relação com o caso.

No final, o secretário agradeceu à equipe por buscar sua versão dos fatos: "Mais uma vez obrigado pela oportunidade de saber a verdade dos fatos por mim".

RELEMBRE O CASO:

A Prefeitura de Votorantim anunciou um novo contrato emergencial para a compra de alimentos não perecíveis destinados à merenda escolar da rede municipal, válido por três meses, no valor total de R$ 1,4 milhão.

O serviço será prestado pela W&C Alimentos Ltda, localizada no município de Estiva Gerbi, na região de Mogi Guaçu, e que possui 11 mil habitantes. De acordo com o site da JUCESP, o capital social da empresa é de R$ 10 milhões.

O que chama atenção neste novo acordo são os preços acima da média de mercado e a abertura de mais um contrato emergencial. 

Recentemente, a prefeitura também contratou a compra de uniformes escolares por R$ 7,6 milhões, pagamento que foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) após denúncia. Na ocasião, a prefeitura de Votorantim afirmou que todos os procedimentos seguiram a legislação.

Outro contrato polêmico foi a compra de carnes para a merenda escolar, no valor de aproximadamente R$ 5,3 milhões, também realizado em caráter emergencial. O caso foi encaminhado ao Ministério Público (MP) para investigação.





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