Caio César
Tarcísio de Freitas, o imbatível em SP
Os números mostram vantagem e a oposição bate cabeça
Tarcísio e Haddad em debate na TV BandeirantesSe a eleição fosse hoje, em São Paulo, nenhum candidato seria páreo para Tarcísio de Freitas.
O governador da principal locomotiva econômica do país, aparece liderando em todos os cenários testados, por diversos institutos de pesquisa. No mais recente, o instituto Paraná Pesquisas foi quem evidenciou ainda mais essa vantagem.
E não é liderança apertada, não.
É vantagem larga.
Contra Fernando Haddad (PT)
51% x 27,7%.
Contra Geraldo Alckmin (PSB)
48,5% x 29,9%.
Contra Márcio França (PSB)
52,8% x 18,5%.
E num eventual segundo turno?
A coisa fica ainda mais clara.
Tarcísio 56% contra Alckmin.
Tarcísio 58,7% contra Haddad.
E não é só vitória. É domínio.
“Ah, mas pesquisa não ganha eleição, Caio…”
Claro que não ganha. Mas mostra tendência; mostra clima; mostra percepção.
E hoje, a percepção é de que Tarcísio ocupa um espaço de liderança confortável, como há tempos não se via.
E, diferentemente da disputa nacional (para a presidência) tem um detalhe importante aqui:
Brancos, nulos e indecisos somam pouco. Ou seja, o eleitor paulista já tem posição formada, e parece que pouco mudaria um cenário até outubro.
Isso, para um governo no meio do mandato, é um sinal político fortíssimo.
Mas qual o segredo de Tarcísio?
O governador não tem um perfil ideológico pesado e mantém um discurso técnico e focado em sua gestão, além de não enfrentar grandes crises de imagem; Tarcísio também, é mais bem visto do que mal visto, tanto por seu eleitorado quanto por parte de quem não o apoia.
Além disso, o governador paulista conseguiu manter ponte concretas com setores empresariais e braços do mercado financeiro.
Tarcísio ainda tem a seu favor, uma herança de parte do eleitorado mais conservador, de extrema direita, a chamada “ala bolsonarista”, dona de pelo menos 30% do eleitorado nacional.
E o adversário?
Enquanto isso, os oponentes são testados... e testados, e parece que nenhum deles consegue ganhar tração. Além de carregarem um desgaste nacional, que Lula colocou nas costas de cada um. Além disso, passam uma impressão de que, nenhum deles quer “passar vergonha”, e perder de forma vexatória, parte de seu capital político.
Porém, diante de tudo isso, a cautela é o melhor remédio para um provável “oba oba” ou “já ganhou”. Até porque, já diria Magalhães Pinto: “Eleição é como nuvem; ora tá, ora não tá”. E eleição em São Paulo, nunca foi e nunca será algo tão simples.
Mas uma coisa é inegável:
Hoje, o jogo começa com Tarcísio muita à frente. E quem quiser enfrentá-lo a altura, vai precisar mais do que discurso, mais do que narrativa.
Precisa de estratégia forte e muito “pés no chão”, para rodar interior e grande São Paulo, em busca de um apoio concreto.
Porque, nesse momento, os números não estão apenas favoráveis, estão confortabilíssimos para Tarcísio.



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