STF tem maioria para manter diretor da PF afastado, mas julgamento é suspenso
Gilmar Mendes pediu vista, mas decisão cautelar de André Mendonça segue valendo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O julgamento, no entanto, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Antes da suspensão, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux votaram para acompanhar o relator, André Mendonça, que havia determinado o afastamento cautelar de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O pedido de vista de Gilmar pode durar até 90 dias, mas não derruba a decisão já tomada por Mendonça.
A crise envolve um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O documento aponta que o ministro teria direcionado apurações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Mendonça rejeitou a validade do relatório e afirmou que o material seria apócrifo, sem timbre ou elementos capazes de comprovar autoria e data de elaboração. Para o relator, a gravidade do caso exigia providências imediatas, diante da suspeita de uso de setores da PF para descredibilizar investigações conduzidas no caso Banco Master.




COMENTÁRIOS