Alckmin diz que Brasil usará reciprocidade contra tarifa dos EUA no “momento adequado”
Vice-presidente chamou sobretaxa de 25% de “injusta e descabida” e afirmou que resposta será levada a Lula
Foto: José Cruz/Agência Brasil O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil poderá usar a Lei de Reciprocidade contra as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, mas disse que a medida será adotada no “momento adequado”. A declaração foi dada após o governo americano anunciar uma sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.
Alckmin classificou a decisão dos EUA como “injusta e descabida”. Ele voltou a dizer que os americanos têm superávit comercial com o Brasil e defendeu que o Pix, um dos alvos da investigação conduzida por Washington, não prejudica empresas de cartão de crédito.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também criticou a medida e afirmou que o tarifaço representa uma “interferência externa indevida”. Segundo ele, a equipe econômica deve levar ao presidente Lula a possibilidade de acionar a Lei de Reciprocidade, que permite ao Brasil responder a sanções comerciais de outros países.
Durigan também disse que o governo pretende reforçar o programa Brasil Soberano, linha de crédito voltada a exportadores afetados por barreiras comerciais e pela guerra no Irã. A nova tarifa americana deve entrar em vigor em 22 de julho.




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