Preço dos alimentos recua e inflação de junho fica em 0,16%
Resultado é o menor IPCA desde outubro de 2025 e veio abaixo das projeções do mercado
Valter Campanato/Agência Brasil A inflação oficial do Brasil desacelerou pelo quarto mês consecutivo e fechou junho em 0,16%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é o menor desde outubro de 2025 e ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que esperava alta próxima de 0,32%.
O principal alívio veio dos alimentos. O grupo alimentação e bebidas caiu 0,24% em junho, a primeira queda desde novembro de 2025. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio ficou 0,39% mais barata, puxada por recuos em itens como café moído, frutas, carnes, óleo de soja e tomate.
Apesar da desaceleração no mês, o IPCA ainda acumula alta de 4,64% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. No primeiro semestre, a inflação acumulada ficou em 3,36%. Em maio, o índice mensal havia sido de 0,58%, e o acumulado em 12 meses estava em 4,72%.
A maior pressão de alta em junho veio do grupo habitação, que subiu 0,63%. A energia elétrica residencial avançou 1,53%, influenciada pela bandeira tarifária amarela e por reajustes em capitais como Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
No grupo transportes, as passagens aéreas subiram 7,12% e pressionaram o índice para cima. Por outro lado, os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos, com queda no etanol, no diesel e na gasolina. O IPCA é o indicador usado pelo Banco Central para acompanhar o cumprimento da meta de inflação.




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