PM morre após ex trocar taça de vinho por desconfiar de veneno
Polícia apura suspeita de envenenamento; defesa da ex-companheira diz que ela tinha medida protetiva contra o militar e desconfiou da troca dos copos
Reprodução A morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, passou a ser investigada como “morte a esclarecer” após o policial passar mal dentro do apartamento da ex-companheira, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
O caso aconteceu na quinta-feira (11) e tem como uma das principais linhas de apuração a suspeita de envenenamento. A causa da morte, no entanto, ainda depende dos laudos do Instituto de Medicina Legal.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para uma ocorrência de homicídio. Após a chegada das equipes e o trabalho pericial, a ocorrência foi registrada como morte a esclarecer.
A ex-companheira do policial não foi presa. A Polícia Civil não confirmou se ela é investigada, e o caso segue sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios, ligada ao DHPP.
O caso ganhou novos elementos após a divulgação de informações pelo Metrópoles. Prints de conversas apontam que o policial teria enviado mensagens de ameaça e ciúmes à ex-companheira meses antes da morte.
De acordo com o advogado da mulher, ela era vítima de violência doméstica e tinha uma medida protetiva contra o militar. A defesa afirma que o relacionamento era marcado por comportamento possessivo, tentativas de controle e pressão para que a medida judicial fosse retirada.
Na noite da morte, José Maria teria ido ao apartamento da ex após deixar o trabalho, mesmo com a restrição judicial. Ainda segundo a versão apresentada pela defesa da mulher, os dois consumiram bebidas no imóvel.
O ponto que passou a chamar atenção na investigação envolve duas taças usadas durante o encontro. A defesa afirma que a mulher utilizava copos identificados no apartamento e percebeu que sua taça teria mudado de lugar enquanto ela buscava gelo.
Desconfiada, ela teria recolocado as taças nas posições originais. Horas depois, o policial começou a passar mal, apresentando espuma na boca e lábios arroxeados, conforme relatos do caso.
As taças e amostras das bebidas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Os exames toxicológicos devem indicar se houve intoxicação e qual substância poderia ter provocado a morte.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a hipótese de envenenamento nem apontou suspeitos. A investigação deve esclarecer se a troca de taças teve relação com a morte do policia




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