Fernanda Garcia lança abaixo-assinado contra pedido de cassação

Vereadora do PSOL é alvo de representações de Vinícius Aith, Tatiane Costa e de um munícipe


Fernanda Garcia lança abaixo-assinado contra pedido de cassação Reprodução / Redes Sociais

A vereadora Fernanda Garcia (PSOL) lançou um abaixo-assinado on-line contra os três pedidos de cassação protocolados contra ela. As representações foram feitas por Vinícius Aith (Republicanos), Tatiane Costa (PL) e por um munícipe. Todos os pedidos foram motivados pela visita e apoio da parlamentar à ocupação de um imóvel abandonado, na rua Nogueira Padilha, realizada pelo movimento de mulheres Olga Benário.

O imóvel estava abandonado há mais de 15 anos e foi ocupado por mulheres com o objetivo de transformá-lo em uma casa de referência para acolhimento de vítimas de violência.

Os pedidos de cassação

Vinícius Aith protocolou a primeira representação contra Fernanda Garcia ao acusá-la de incentivar uma invasão de propriedade privada. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador afirmou que a parlamentar participou e incentivou a ocupação.

"Se existe abandono, a lei é clara: a prefeitura fiscaliza e multa o dono da propriedade. O que não existe na lei é vereador incentivando invasão. Não podemos aceitar que vereador faça esse tipo de papel", declarou Aith na época.

O parlamentar também afirmou que a ação segue a mesma lógica das invasões promovidas pelo MST e que "a turma do Boulos chegou em Sorocaba".

Em seguida, a vereadora Tatiane Costa (PL) também protocolou um pedido de cassação contra Fernanda Garcia, além de ter anunciado representação contra Iara Bernardi (PT) por seu apoio público à ocupação. Um munícipe também formalizou pedido de cassação contra a parlamentar do PSOL.

A defesa de Fernanda Garcia

Fernanda Garcia rebateu as acusações e afirmou que sua presença no local se deu exclusivamente no exercício legítimo do mandato parlamentar. A vereadora destacou que tem o dever de ouvir a população, dialogar com movimentos sociais e acompanhar situações que envolvem direitos humanos e políticas públicas, especialmente quando se trata da proteção de mulheres vítimas de violência.

A visita realizada, segundo ela, teve como objetivo conhecer a iniciativa de mulheres que buscam organizar um espaço de acolhimento e atendimento para vítimas de violência, uma realidade que ainda exige atenção do poder público.

Agora, a parlamentar convoca apoiadores para se manifestarem contra o que ela classifica de perseguição política.




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