Cruzeiro parado na guerra: "Não sabemos se ficamos 2 ou 10 dias", diz brasileiro
Empresário está com outros 20 capixabas parados em um porto de Dubai desde o sábado (28)
Reprodução Um grupo de 21 brasileiros do Espírito Santo está entre os passageiros de um cruzeiro que teve a viagem suspensa por tempo indeterminado após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, que deflagraram uma guerra na região do Oriente Médio. O navio está ancorado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes, desde o último sábado (28).
O empresário José Carlos Bergamin, que também é vice-presidente da Fecomércio-ES, contou que a principal sensação no momento é a insegurança sobre quando conseguirão deixar o país.
Apesar do clima de tensão nas primeiras horas após a suspensão do trajeto, a rotina dentro do navio tem sido mantida. Segundo Bergamin, os restaurantes seguem abertos, os músicos continuam tocando e as áreas comuns funcionam normalmente.
A orientação da companhia é para que os passageiros permaneçam no navio, seguindo também as recomendações das autoridades locais para evitar circulação desnecessária pela cidade.
Primeiras horas de tensão
No sábado (28), pouco antes do início do trajeto, os passageiros foram informados de que a viagem estava suspensa por tempo indeterminado. O comunicado veio horas depois do início dos ataques coordenados no Irã, que aumentaram a tensão em toda a região.
Do alto do navio, ancorado no porto de Dubai, o grupo disse ter visto fumaça e clarões no céu durante a noite.
Com o passar das horas, os passageiros se organizaram em grupos para trocar informações e se apoiar.
Sem previsão de retorno
De acordo com o empresário, a companhia marítima informou que já acionou as embaixadas e repassou a lista completa de passageiros, assumindo o compromisso de prestar assistência até que haja condições seguras de retorno. Como o pacote aéreo também foi adquirido com a mesma empresa, o grupo não precisará negociar separadamente a remarcação das passagens.
Apesar disso, ainda não há previsão de saída. Bergamin ressaltou que, até o momento, não houve ordem de evacuação em massa na região e que o espaço aéreo começa a dar pequenos sinais de retomada, com a liberação pontual de alguns voos.
Enquanto aguardam novos comunicados, os passageiros seguem a bordo, monitorando as notícias e mantendo contato com familiares no Brasil.



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