Jogador é afastado após mandado de prisão por estupro coletivo no Rio; atleta está foragido
Vítima de 17 anos foi convidada por colega de escola para apartamento onde ocorreu o crime; clube afastou jogador
Reprodução / Redes Sociais O Serrano FC anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após a expedição de mandado de prisão contra ele por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O atleta é considerado foragido. As informações são do Portal G1.
João Gabriel está entre osjovens indiciados pela Polícia Civil por envolvimento em um estupro coletivo contra a adolescente. Segundo o clube, a decisão foi tomada diante da gravidade das acusações e permanecerá válida enquanto o caso estiver sob investigação.
Histórico de advertências no colégio
Alguns suspeitos são alunos do Colégio Pedro II do campus Humaitá. A Reitoria do Colégiome a Direção-Geral do campus abriram um processo administrativo para desligar 2 estudantes denunciados por participação no crime.
De acordo com as informações divulgadas, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17, já respondiam a processos disciplinares internos por agressão dentro da unidade escolar. Segundo o colégio, eles já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado antes do ocorrido.
Em nota enviada à comunidade escolar, a instituição afirmou: "Estamos todos indignados com o ocorrido e seguimos com os procedimentos para continuidade de processo iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da procuradoria federal para desligamento dos estudantes. O Colégio Pedro II repudia toda forma de violência. Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país".
Os denunciados
Os denunciados são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Xavier Berthô e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Eles respondem por estupro com concurso de pessoas e são considerados foragidos da Justiça.

O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e a identidade não será divulgada.
O delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, afirmou que o crime foi uma "emboscada planejada" e que os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão.
O crime
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. Segundo o depoimento da vítima, ela foi convidada por um colega de escola para ir ao local. No elevador, o jovem teria informado que outros amigos estariam no apartamento e sugerido que fariam "algo diferente", proposta que, conforme relato, foi recusada.
Já no imóvel, a adolescente foi levada a um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o primeiro rapaz, outros quatro entraram no cômodo. A vítima afirmou que, após insistência, concordou apenas que eles permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, relatou que os demais tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e mantendo relações sexuais mediante violência. Ela também declarou ter sofrido agressões físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal, e que foi impedida de deixar o quarto.
Suspeito preocupado com marcas
Um menor também suspeito de participar do estupro coletivo teria perguntado à vítima se a mãe a vê sem roupa. O motivo, segundo a polícia, seria a preocupação com as marcas que as agressões deixaram na vítima, que também ficou sangrando após o crime.
Defesa
A defesa de João Gabriel nega o crime. Em nota, o advogado Rafael De Piro afirmou que duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feito anteriormente e que o jovem não tem histórico de violência.



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