Tifanny critica regra da CBV que restringe participação de mulheres trans no vôlei
Oposta do Osasco afirmou que não vai desistir de jogar e disse que tomará medidas para defender sua participação no esporte
Foto: Osasco/carol__fotografia A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, se manifestou pela primeira vez após a Confederação Brasileira de Voleibol anunciar uma nova política de elegibilidade para competições femininas. A regra restringe a participação nas disputas entre mulheres a atletas designadas com sexo biológico feminino ao nascer.
Primeira mulher trans a atuar na Superliga Feminina, Tifanny classificou a medida como um “enorme retrocesso”. Em nota divulgada pela assessoria do Osasco, a jogadora disse que a decisão atinge não apenas sua carreira, mas também o clube, a torcida, patrocinadores e pessoas trans que se inspiram em sua trajetória.
A atleta afirmou que não pretende se calar e que tomará as medidas possíveis para defender o direito à visibilidade, à inclusão e à prática esportiva. Tifanny atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025.
Mesmo após o anúncio da CBV, ela esteve em quadra pelo Campeonato Paulista no último sábado (15), contra o Pinheiros, porque a Federação Paulista informou que manterá o regulamento vigente no início da competição. O Osasco perdeu por 3 sets a 2, e Tifanny marcou 19 pontos.
Pela nova política, a CBV afirma buscar alinhamento com critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol. Antes, mulheres trans podiam atuar desde que mantivessem níveis de testosterona abaixo do limite definido. Agora, a entidade passa a exigir outros critérios, incluindo resultado negativo para o gene SRY.




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