CBF e clubes aprovam novas regras para aumentar bola rolando no futebol brasileiro
Medidas serão adotadas de imediato nas Séries A e B do Brasileirão, Copa do Brasil e Feminino A1
Foto: Lucas Figueiredo/CBF A CBF e clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (10), a adoção imediata de novas regras de arbitragem no futebol brasileiro. As mudanças serão aplicadas nas Séries A e B do Brasileirão, na Copa do Brasil masculina e feminina e no Campeonato Brasileiro Feminino A1.
A decisão foi tomada durante a terceira reunião sobre a criação da Liga do Futebol Brasileiro, realizada no Rio de Janeiro. O pacote segue medidas aplicadas na Copa do Mundo de 2026 e tem como principal objetivo aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
Segundo estudo apresentado pela CBF, a Série A do Brasileirão registrava, até a parada para a Copa do Mundo, média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por jogo. A meta da Fifa é chegar a 60 minutos, marca que nem mesmo as principais ligas europeias conseguem alcançar atualmente.
Entre as novas regras estão limite de cinco segundos para cobrança de lateral e tiro de meta, dez segundos para o jogador deixar o campo em substituições e permanência de um minuto fora de campo para atletas atendidos no gramado.
Também passa a valer o princípio de que apenas o capitão fale com o árbitro em determinadas situações. Outra novidade é a possibilidade de checagem do VAR em lances de segundo cartão amarelo que resultem em expulsão.
A CBF também apresentou a chamada regra do “Protocolo Vini Jr”, que prevê cartão vermelho para o jogador que cobrir intencionalmente a boca durante discussão com adversário. Já a checagem de VAR para escanteio marcado de forma equivocada foi aprovada para adoção em 2027.
Veja as mudanças aprovadas:
1. Cinco segundos para arremesso lateral: a contagem começa assim que o jogador estiver com a bola nas mãos.
2. Cinco segundos para cobrar tiro de meta: o árbitro apita e inicia a contagem. Caso o goleiro ultrapasse o tempo, será marcado escanteio para o adversário.
3. Dez segundos para deixar o campo em substituições: o jogador substituído deverá sair pelo ponto mais próximo, sem retardar a partida.
4. Um minuto fora após atendimento médico: o atleta atendido no gramado precisará deixar o campo e permanecer fora por um minuto.
5. Atendimento ao goleiro: quando o goleiro receber atendimento, o treinador deverá indicar um jogador de linha para ficar fora por um minuto.
6. Somente o capitão fala com o árbitro: cada equipe terá um único interlocutor com a arbitragem durante a partida.
7. Cobrir a boca em discussão pode gerar vermelho: tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão, regra chamada de “Protocolo Vini Jr”.
8. VAR para segundo cartão amarelo: o VAR poderá revisar o cartão que resulte em expulsão.
9. VAR para escanteio marcado por engano: a checagem foi aprovada para 2027 e poderá reverter decisões claras, desde que sem atrasar o reinício do jogo.
De acordo com a entidade, o novo conjunto de regras pode gerar ganho médio de até 5 minutos e 49 segundos de jogo por partida. A próxima reunião do conselho técnico está prevista para 14 de setembro e deve tratar da organização das competições.




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