Vice de Flávio, Alfredo Gaspar foi alvo de notícia-crime por acusação de estupro de vulnerável
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke acionaram a PF; deputado nega as acusações e diz que o caso envolve um primo
Foto: Reprodução A escolha de Alfredo Gaspar para compor a chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência trouxe de volta uma acusação grave envolvendo o deputado federal do PL de Alagoas. Em março deste ano, os parlamentares Lindbergh Farias e Soraya Thronicke protocolaram uma notícia de fato na Polícia Federal pedindo apuração sobre suposto estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos.
Segundo o documento apresentado pelos congressistas, o caso envolveria uma adolescente e uma suposta negociação de R$ 470 mil para encobrir o episódio. A comunicação encaminhada à PF, no entanto, não apresentou provas. Lindbergh e Soraya pediram tramitação sob sigilo, preservação de provas, adoção urgente de providências pela Polícia Federal e proteção integral às pessoas envolvidas.
Alfredo Gaspar nega as acusações. Em resposta, o deputado afirmou que o caso envolveria a filha de um primo dele e exibiu um exame de DNA que, segundo ele, comprovaria que não é pai da criança. Gaspar também disse ser alvo de perseguição política e afirmou que adotaria medidas judiciais contra os autores da acusação.
Ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas e ex-secretário estadual de Segurança Pública, Gaspar ganhou projeção no Congresso como integrante da ala de segurança pública do bolsonarismo. Ele também teve destaque como relator da CPMI do INSS, espaço em que sua atuação o aproximou do núcleo político aliado à família Bolsonaro.
A indicação de Gaspar ocorre após Flávio Bolsonaro optar por uma chapa formada apenas por integrantes do PL. A escolha reforça o perfil ideológico da candidatura e leva para a campanha uma controvérsia que deve ser explorada por adversários durante a disputa eleitoral.
A defesa do deputado sustenta que a acusação é falsa. Gaspar afirma que o caso foi usado politicamente contra ele e que as informações divulgadas pelos parlamentares não comprovam sua participação em qualquer crime.




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