Datafolha aponta Lula com 48% e Flávio com 43% no 2º turno
Pesquisa foi realizada durante a entrada em vigor da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros
Reprodução O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%.
Os números fazem parte da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24). Em relação ao levantamento anterior, realizado em junho, Lula oscilou de 47% para 48%, enquanto Flávio permaneceu com 43%.
Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos somam 9%. Outros 1% não souberam ou não responderam.
O instituto também testou cenários envolvendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Contra Caiado, Lula aparece com 47%, enquanto o governador registra 40%. Nesse cenário, 11% votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois. Outros 2% não souberam responder.
Na disputa contra Zema, Lula tem 48% das intenções de voto e o governador mineiro aparece com 40%. Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos candidatos representam 10%, enquanto 2% não responderam.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026.
Esta é a primeira pesquisa do instituto realizada após os Estados Unidos confirmarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
A cobrança entrou em vigor no dia 22 de julho, mesma data em que o Datafolha começou a coletar as respostas.
Antes da aplicação da medida, Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos, reuniu-se com o presidente Donald Trump, enviou uma carta ao governo norte-americano e participou de uma audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
Durante as articulações, o senador pediu o adiamento das tarifas. Lula responsabilizou Flávio pela medida e classificou a taxação como um ataque à soberania brasileira.




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