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Obra da Marginal do Itanguá vira alvo de denúncias ambientais

Moradores relatam impacto à fauna e mortes de animais; Prefeitura afirma que obra está licenciada e nega ter recebido confirmações sobre os casos


Obra da Marginal do Itanguá vira alvo de denúncias ambientais Reprodução / Google Maps

A Justiça Federal de Sorocaba deu prazo de cinco dias para que a Prefeitura, a União e o Ibama se manifestem em uma ação popular que pede a suspensão imediata das obras da Marginal do Itanguá. O processo aponta possíveis irregularidades no licenciamento ambiental, impacto à fauna e mortes de animais silvestres na região.

Além da ação judicial, moradores da região do Central Parque procuraram a equipe do Ipa Online para relatar possíveis danos ambientais causados pelo avanço das obras.

Entre as queixas recebidas estão a derrubada de vegetação em áreas com presença de animais silvestres, suposta falta de afugentamento adequado antes da entrada das máquinas e deslocamento de animais para ruas e casas próximas.

Segundo os moradores, a área atingida abrigava macacos, ouriços, aves e outros animais. Também há relatos de intervenções em diferentes pontos da obra ao mesmo tempo, o que poderia dificultar a fuga segura da fauna.

Outro questionamento envolve a instalação de tapumes durante a madrugada em uma rua sem saída ao lado da Vila dos Ingleses. Segundo moradores, a estrutura foi colocada sem aviso prévio, pouco antes do início de uma nova etapa de retirada de vegetação no local, o que gerou preocupação sobre a transparência das ações e o impacto ambiental da intervenção.

A ação que tramita na Justiça Federal questiona o Trecho II da nova avenida, contratado pela Prefeitura com a empresa Casamax Comercial e Serviços Ltda. O processo cita possíveis falhas no levantamento de fauna, ausência de autorizações e falta de plano de resgate de animais silvestres.

Ao Ipa Online, a Prefeitura de Sorocaba informou, por meio da Secretaria de Parcerias (Separ), que não recebeu denúncias nem confirmação de animais mortos por causa das obras em andamento.

“A Secretaria de Parcerias informa que não recebeu denúncias sobre caso ou confirmação de animais mortos devido às obras em andamento no local”, afirmou.

A Prefeitura também declarou que a obra possui licenciamento ambiental regular e que adota medidas de acompanhamento durante os serviços.

Segundo o município, essas medidas incluem levantamento ambiental, plano de afugentamento com treinamento das equipes, monitoramento técnico das condições ambientais e orientação aos trabalhadores sobre preservação da fauna.

A administração municipal informou ainda que as atividades são restritas às áreas necessárias para a execução da obra, com controle de velocidade e circulação de máquinas nos canteiros. Caso animais silvestres sejam localizados, a orientação é comunicar imediatamente a supervisão ambiental.

Em posicionamento anterior, a Prefeitura afirmou que não havia sido notificada pela Justiça Federal e que as obras seguem observando as diretrizes técnicas e contratuais do empreendimento.




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