CBF vê melhora em Neymar, mas não define retorno
Atacante passou por novos exames nesta segunda-feira; lesão de grau 2 na panturrilha é considerada moderada e exige cuidado para evitar recaída
Reprodução / G1 Neymar apresentou “boa evolução” no tratamento da lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita, segundo atualização divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol nesta segunda-feira (8). Apesar da melhora, a CBF não informou uma data para o retorno do atacante aos gramados. As informações são do Portal G1.
A situação mantém a presença do jogador na estreia do Brasil na Copa do Mundo como ponto de atenção. Neymar já ficou fora dos amistosos contra Panamá e Egito e segue em recuperação com acompanhamento da comissão médica da Seleção.
A lesão de grau 2 acontece quando há uma ruptura parcial das fibras musculares. Ou seja, não se trata apenas de uma dor, sobrecarga ou inflamação leve. Nesse tipo de quadro, parte do músculo realmente sofre rompimento, o que pode causar dor, perda de força e limitação de movimento.
As lesões musculares costumam ser classificadas em três níveis. No grau 1, há um estiramento leve, sem grande prejuízo funcional. No grau 2, como no caso de Neymar, existe ruptura parcial das fibras. Já o grau 3 é o mais grave, quando ocorre ruptura completa do músculo ou separação entre músculo e tendão.
No futebol, a panturrilha exige atenção especial porque é muito usada em arrancadas, mudanças de direção, aceleração, saltos e desacelerações. Por isso, mesmo quando a dor melhora, o músculo ainda precisa recuperar força, resistência e capacidade de suportar movimentos explosivos.
O tratamento começa com controle da dor, inflamação e inchaço. Depois, o atleta passa por fisioterapia, fortalecimento e recondicionamento físico. O maior risco em casos como esse é o retorno precoce, já que a musculatura ainda fragilizada pode sofrer uma nova lesão, muitas vezes mais grave.
Em geral, uma lesão muscular de grau 2 pode exigir de quatro a oito semanas de recuperação, dependendo da extensão e da localização da ruptura. No caso de atletas de alto rendimento, o prazo pode variar conforme a resposta ao tratamento e a evolução nos testes físicos.
Quando a lesão foi confirmada, o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, afirmou que a expectativa era de recuperação em duas a três semanas. Caso o prazo mais otimista se confirme, Neymar poderia ficar à disposição perto da estreia. No entanto, a decisão final dependerá da evolução clínica e da segurança para atuar em alta intensidade.
Por enquanto, a CBF informa apenas que o jogador seguirá o processo de recuperação e preparação física planejado pela comissão médica.




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