EUA propõem tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros
Medida faz parte de investigação sobre supostas falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Divulgação/White House O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, após concluir uma investigação comercial envolvendo supostas falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Ao todo, 60 economias foram alvo da apuração. Segundo o USTR, a falta de mecanismos eficazes para impedir a importação desses produtos criaria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos.
A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, instrumento que permite ao governo americano apurar e retaliar práticas comerciais consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses do país.
A proposta divide os países investigados em dois grupos. Economias que já adotam algum mecanismo de restrição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, ficariam sujeitas a uma tarifa adicional de 10%. Para os demais, incluindo o Brasil, a alíquota proposta é de 12,5%.
A medida foi anunciada um dia depois de o USTR sugerir uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras em outra investigação comercial. Caso as duas propostas sejam aplicadas, as cobranças poderiam se somar.
O órgão também propôs um mecanismo específico para o setor têxtil, que permitiria a entrada de determinado volume de importações de vestuário e têxteis com tarifa reduzida.
As medidas ainda passarão por consulta pública antes de uma decisão final do governo americano. O USTR informou que receberá comentários até 6 de julho, com audiência pública marcada para 7 de julho.




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