Quem era o policial que morreu um ano após levar tiro de fuzil na cabeça
Felipe Marques Monteiro era agente da Core, equipe de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro
Reprodução O piloto policial Felipe Monteiro Marques, que morreu ontem aos 46 anos de idade, vinha lutando pela vida há mais de um ano após ser baleado durante uma operação em que atuava como copiloto em um helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Felipe Marques Monteiro era agente da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), equipe de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O trabalho na unidade envolve participar de operações de risco e é destinada à intervenção policial em ocorrências que exijam excepcional adestramento, pela complexidade do trabalho e riscos que o envolvem.
Ele era casado desde 2010 com Keidna Marques, 43, gerente financeira comercial. Em entrevista ao UOL em outubro do ano passado, ela disse que entrou em estado de choque quando soube da notícia. "Ali, perdi as pernas. Entrei em estado de choque. Tenho amnésia desse dia, só lembro flashes. Chorei um pouco no hospital, mas fui chorar mesmo só uns dois dias depois", afirmou.
Em suas redes sociais, Felipe compartilhava, em geral, imagens e vídeos relacionados a trabalho e aviação, além de momentos com a esposa.
"Voar, Pairar, Servir e Salvar!", diz a descrição de seu perfil, que atualmente vinha sendo atualizado pela esposa com novidades sobre o seu estado de saúde.
A morte foi confirmada no Instagram de Felipe, administrado pela esposa dele. "Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé", informou a nota de pesar.
Felipe foi baleado na testa por um tiro de fuzil durante operação da Polícia Civil em março do ano passado. Em dezembro de 2025, ele recebeu alta médica do hospital após quase nove meses de internação, mas precisou retornar devido a uma infecção e foi necessária a retirada da prótese craniana que ele usava.
No primeiro final de semana de maio, o policial passou por uma cirurgia para a retirada de um hematoma na cabeça. Após o procedimento, segundo a família, foram identificados novos pontos de sangramento e ele também precisou colocar um dreno. Em 20 de abril, o policial já havia sido submetido a uma cirurgia de cranioplastia para colocação de uma prótese na cabeça dele novamente.
Na sexta-feira (15), o perfil de Felipe informou que ele estava internado em estado grave após fazer uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça, segundo a família. Ele teve alterações no quadro clínico na quinta-feira (14) e precisou de medicações muito fortes para estabilização. "A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos", escreveu a esposa, Keidna Marques.
O helicóptero da Polícia Civil onde Felipe estava foi alvejado por criminosos enquanto sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio, em março de 2025. O policial levou um tiro de fuzil do lado direito da testa, que atingiu o crânio dele.
Baleado foi levado ao hospital em estado gravíssimo. No local, os médicos descobriram que ele havia perdido praticamente 40% do crânio. Posteriormente, o agente foi transferido para uma unidade de saúde particular na zona sul do Rio.
Em outubro de 2025, a esposa de Felipe contou ao UOL que os médicos consideraram que o piloto teve sorte. Algumas circunstâncias, como o fato de a bala ter entrado de baixo para cima e ter batido na janela do helicóptero antes de atingir a testa do policial, fizeram com que o tiro não fosse fatal.
UOL/FOLHAPRESS




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