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Ativista Thiago Ávila será solto hoje por Israel, informa organização

Ele foi preso quando tentava levar alimentos para população em Gaza


Ativista Thiago Ávila será solto hoje por Israel, informa organização Reprodução / Redes sociais

O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel no mês passado, foi solto neste sábado (9) e deve ser deportado nos próximos dias. A informação é do Centro de Direitos Humanos Adalah, centro de assistência jurídica que acompanha o caso. As informações são da Agência Brasil.

Além do ativista brasileiro, deve ser libertado e deportado o espanhol Saif Abu Kashek. Os dois foram presos ilegalmente quando força israelenses atacaram um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza.

“Hoje, sábado, 9 de maio, o Shabak (agência de inteligência israelense) informou a equipe jurídica do @adalah.legal.center, uma organização membro da FIDH [Federação Internacional de Direitos Humanos], que os dois líderes da Flotilha Global Sumud serão transferidos para as autoridades de imigração ainda hoje, aguardando deportação para seus países de origem”, diz o comunicado divulgado pelo Adalah. 

Ainda de acordo com o comunicado, os interrogatórios contra Thiago Ávila e Saif Abukeshek terminaram, após os dois terem sido mantidos em isolamento total “sob condições punitivas e submetidos a maus-tratos e tortura, apesar de sua missão ser inteiramente civil.”

O Adalah disse ainda que está acompanhando de perto a situação. Thiago e Saif estão em greve de fome desde o início da detenção.

Na terça-feira (5) o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, de Israel, havia prorrogado a prisão dos ativistas até amanhã (10). A decisão é do juiz Yaniv Ben-Haroush. 

A extensão da prisão do ativista brasileiro foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a classificou como injustificável. Em publicação nas redes sociais, Lula disse que a ação do governo de Israel causou grande preocupação e que deveria ser condenada por todos.

O presidente brasileiro acrescentou que só a detenção dos ativistas da flotilha Global Sumud já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, os governos do Brasil e da Espanha exigiram que os ativistas recebessem plena garantia de segurança e fossem imediatamente soltos.

Entenda

O brasileiro estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. A embarcação navegava por águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, no dia 30 de abril, no momento em que foi interceptada pelas forças israelenses. 

Ávila foi levado a Israel juntamente com o palestino-espanhol Saif Abukeshek. Enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta.

Ávila e outras seis pessoas compõem a delegação brasileira da flotilha. O grupo partiu de Barcelona, com destino a Gaza, em 12 de abril. 

Em outubro do ano passado, os militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da organização e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.




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