Liberdade de imprensa está em queda nas democracias, alerta RSF
Repórteres Sem Fronteiras diz que é preciso proteger jornalismo
Divulgação / Agência Brasil A liberdade de imprensa no mundo atingiu o pior nível dos últimos 25 anos, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (30) pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O levantamento aponta uma tendência contínua de queda nas condições para o exercício do jornalismo em diversos países.
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, explicou que a deterioração não é pontual, mas resultado de um processo gradual. Segundo ele, mesmo em regimes democráticos, práticas como hostilização a jornalistas, disseminação de desinformação e discursos que colocam a imprensa como inimiga têm se tornado mais frequentes.
O relatório também destaca que o cenário global é marcado por múltiplas crises, incluindo instabilidade política, violência contra profissionais da comunicação e restrições institucionais. Em países das Américas, como Estados Unidos, Argentina, Peru e Equador, houve piora significativa nos últimos anos, enquanto o México segue como um dos locais mais perigosos para jornalistas.
Apesar da tendência global negativa, o Brasil aparece como uma exceção no levantamento, com melhora significativa no ranking desde 2022. Ainda assim, a RSF alerta que a liberdade de imprensa deve ser vista como um direito coletivo, essencial para garantir o acesso da sociedade a informações confiáveis e de qualidade.
A organização também reforça a necessidade de ações por parte dos governos para proteger o jornalismo, incluindo a criação de políticas públicas, mecanismos de segurança para profissionais e regulamentação de plataformas digitais e tecnologias como a inteligência artificial.




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