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Governo Lula tem derrota histórica com rejeição de Jorge Messias no STF

Após horas de sabatina, nome indicado por Lula não alcança apoio necessário


Governo Lula tem derrota histórica com rejeição de Jorge Messias no STF Reprodução

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado marcou um dos episódios mais tensos recentes na relação entre Executivo e Legislativo e foi classificada por integrantes da oposição como uma “derrota histórica” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O processo de análise do nome do atual advogado-geral da União começou ainda pela manhã, com uma sabatina que se estendeu por cerca de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ao longo do dia, Messias respondeu a questionamentos sobre temas sensíveis, como atuação do Supremo, separação de Poderes, aborto e os atos de 8 de janeiro de 2023.

Apesar dos esforços de articulação do governo, o nome enfrentou resistência entre parlamentares. A votação final no Senado terminou com placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, impedindo a confirmação do indicado para a vaga na Corte.

Durante a sabatina, Messias buscou sinalizar equilíbrio institucional, defendeu a laicidade do Estado e afirmou que o STF não deve atuar como uma instância política. Ainda assim, a indicação não avançou.

Reação da oposição

A decisão foi rapidamente explorada por parlamentares de oposição, que intensificaram as críticas ao governo federal.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o resultado reflete o desgaste do critério adotado pelo Executivo nas indicações ao Supremo.

“Lula tentou colocar mais um amigo e militante no STF”, declarou, ao comentar o episódio. Segundo ele, o Senado deu uma resposta institucional diante da resistência ao nome indicado.

Na mesma linha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou nas redes sociais. Em vídeo, classificou o momento como histórico e comemorou o resultado.

“Perde o Lula e ganha o Brasil. Grande dia”, afirmou.

As falas reforçam o tom de confronto político em torno da decisão e evidenciam a leitura da oposição de que houve uma derrota direta do governo.

Clima político e repercussão

A rejeição da indicação rompe uma tradição recente de aprovação de nomes indicados ao STF e intensifica o debate sobre os critérios adotados para a escolha de ministros da Corte.

Durante a sabatina, também houve momentos que repercutiram fora do campo técnico. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), por exemplo, declarou apoio ao indicado, mas fez um comentário que chamou atenção ao afirmar:

“Quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos que fez.”

A fala gerou repercussão por tangenciar o princípio da imparcialidade esperado de integrantes do Judiciário.

Assista o vídeo: 





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