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Moraes diz que políticos sem voto usam ataques ao STF como "escada eleitoral"

Ministro criticou parlamentares que trocam agressões verbais por debate sobre políticas públicas; "Querem likes", afirmou durante julgamento


Moraes diz que políticos sem voto usam ataques ao STF como Reprodução / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (28) que políticos que não têm votos suficientes para atingir seus objetivos eleitorais têm usado ataques ao Judiciário como forma de projeção nas redes sociais

"Políticos que não têm voto necessário para atingir as candidaturas que querem, acabam querendo ofender o Poder Judiciário, acabam querendo ofender a honra, a dignidade dos membros do Poder Judiciário, utilizando-nos como escada eleitoral", declarou o ministro.

Moraes afirmou que pesquisas divulgadas recentemente mostram que a estratégia não está surtindo o efeito desejado. Para ele, parlamentares de diferentes espectros ideológicos têm adotado o confronto público com o objetivo de gerar engajamento para suas campanhas.

"Cada um repercute nas suas redes sociais, cada um tem muitos likes e conseguem elevar o conhecimento público a seus nomes", afirmou.

Críticas ao debate político

Sem citar nomes, o ministro criticou a substituição do debate sobre políticas públicas por agressões verbais. Ele mencionou especificamente a falta de discussão sobre saúde, educação e segurança pública.

"Ao invés de discutir saúde, educação, segurança pública, ao invés de discutir o que fizeram em seus mandatos, como fizeram, o que fizeram de bem, se é que fizeram, o que fizeram de mal, se também é que fizeram, querem pegar uma escada numa suposta polarização contra o Supremo Tribunal Federal, não com críticas, mas com agressões verbais", afirmou o ministro.

Contexto político

As declarações ocorrem em meio a episódios recentes envolvendo pré-candidatos à eleição de 2026. Na última semana, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou um vídeo com críticas em tom de sátira à atuação do ministro Gilmar Mendes. O caso levou Mendes a enviar uma notícia-crime com pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news, sob relatoria de Moraes.

O ministro também destacou que a prática de ataques tem sido instrumentalizada como forma de campanha eleitoral, o que, em sua avaliação, extrapola o embate político e poderia ser enquadrado como "assédio moral" em outros contextos.

Assista o vídeo: 





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