Lula quer liberar R$ 7 bi do FGTS para reduzir endividamento

Governo também estuda liberar a utilização de parte do saldo do FGTS como garantia para baixar os juros de empréstimos consignados


Lula quer liberar R$ 7 bi do FGTS para reduzir endividamento

O governo Lula quer a liberação de R$ 7 bilhões que teriam sido retidos por erro da Caixa após duas medidas provisórias assinadas em 2025 liberarem o pagamento do saldo do FGTS na modalidade saque-aniversário.

Segundo o ministro Luiz Marinho afirmou ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a Caixa não cumpriu integralmente o que determinavam as medidas e segurou uma parte dos valores que deveriam ser liberados.

"Tem um resíduo de R$ 7 bilhões que nós estamos trabalhando e propondo que libere agora. Estamos apurando exatamente a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que vão receber o que é direito legítimo deles, mas acreditamos que é em torno de 10 milhões", disse o ministro.

A Caixa foi procurada às 9h30 por email para comentar o assunto, mas ainda não enviou posicionamento.

A modalide saque-aniversário foi criada em 2019 pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Ao optar pelo modelo, o trabalhador pode sacar uma parte do FGTS anualmente, no mês do seu aniversário. Ele abre mão, no entanto, de ter a possibilidade de sacar o saldo completo ao ser demitido, ficando apenas com a multa rescisória de 40%.

Em fevereiro e dezembro de 2025, o governo Lula editou medidas provisórias liberando o saque completo do saldo do FGTS para quem havia sido demitido sem justa causa entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.

A primeira medida previa liberar R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores, e a segunda R$ 8,5 bilhões para 14 milhões de trabalhadores. Ficariam retidos apenas os valores usados como garantia nas antecipações do saque-aniversário –modalidade de crédito derivada do programa e oferecido por bancos.

Segundo Marinho afirmou ao jornal O Globo, o governo também estuda liberar a utilização de parte do saldo do FGTS como garantia para baixar os juros de empréstimos consignados.

"[O trabalhador] poderia usar uma parcela para quitar a sua dívida. Então, se ele disser: 'Topo pegar 10% do fundo mais a multa para dar de garantia para ter uma taxa de juros menor e baixar a prestação (do empréstimo)', poderia", afirmou.

MARCOS HERMANSON, FOLHAPRESS





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.