Tragédia no CHS: morre bebê que sofreu fraturas em internação
O vereador Ítalo Moreira está promovendo um abaixo-assinado que visa a retirada da atual organização gestora da unidade
Reprodução O falecimento de um recém-nascido internado no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) desde dezembro de 2025, resultou na abertura de uma nova frente de investigação junto ao Ministério Público.
O caso, que já era acompanhado devido a denúncias de lesões ósseas ocorridas dentro da unidade, agora soma queixas de infecção hospitalar e falhas na gestão administrativa.
Histórico do caso e internação
O bebê nasceu prematuro em 1º de dezembro de 2025, com aproximadamente 1 kg, e permaneceu sob cuidados hospitalares ininterruptos. Durante o período de internação, os genitores identificaram fraturas nos membros superiores da criança, fato que motivou o registro de um Boletim de Ocorrência e a notificação inicial às autoridades competentes.
De acordo com o Ofício 20003/2026, protocolado pelo Legislativo Municipal em 13 de março de 2026, a família relatou escassez de informações técnicas sobre as causas das lesões e dificuldades de compreensão sobre o tratamento ministrado.
Antes do óbito, o bebê apresentou agravamento do quadro clínico por complicações infecciosas, necessitando de nova intubação.
Questionamentos sobre a gestão da unidade
Embora o CHS esteja localizado em Sorocaba, a responsabilidade administrativa e a fiscalização da unidade pertencem à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e ao Departamento Regional de Saúde.
O acompanhamento parlamentar do caso, feito pelo Vereador Ítalo Moreira, aponta críticas severas à estrutura atual e ao modelo de gestão do hospital. Entre os pontos destacados nas denúncias recentes estão:
- Modelo de Gestão: A unidade é administrada por uma Organização Social de Saúde (OSS) vinculada a um sindicato do setor de construção civil, o que tem gerado questionamentos sobre a expertise técnica para a gestão hospitalar.
- Infecção Hospitalar: Relatos indicam que a evolução do quadro infeccioso teria ocorrido integralmente durante o período de permanência na ala hospitalar.
Providências legais
Com a confirmação da morte, está sendo organizada a sétima denúncia formal ao Ministério Público referente a este caso específico. Paralelamente, o vereador Ítalo Moreira está promovendo um abaixo-assinado que visa a retirada da atual organização gestora da unidade.
O objetivo das representações é apurar se houve negligência médica ou administrativa, além de garantir transparência sobre os eventos adversos registrados durante a hospitalização do recém-nascido.



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