Lula aprova reajuste para servidores do Congresso e TCU, mas barra aumentos até 2029
Presidente mantém aumento para 2026 e barra dispositivos que poderiam gerar pagamentos acima de R$ 46.366,19
Reprodução / Agência Brasil O presidente Lula (PT) sancionou parcialmente o projeto que prevê reajuste salarial para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi informada pelo Palácio do Planalto nesta terça-feira (17).
Lula manteve o reajuste previsto para 2026, mas vetou trechos que poderiam gerar despesas acima do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.
O que foi mantido
O presidente aprovou:
- Reajuste salarial para 2026 nas três instituições;
- Substituição das gratificações atuais pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional;
- Reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado;
- No caso do TCU, ampliação do número de cargos, elevação de funções de confiança e exigência de nível superior para todos os cargos.
Na Câmara, o texto estabelece reajuste de 8% para secretários parlamentares. Servidores efetivos e de carreira terão aumento de 9,25%, enquanto cargos em comissão receberão reajuste médio de 8,63%.
A proposta também prevê gratificação que pode variar entre 40% e 100% para servidores efetivos, incidente sobre o maior vencimento básico do cargo ocupado.
O que foi vetado
O presidente vetou dispositivos que previam:
- Aumentos salariais graduais até 2029;
- Pagamento retroativo de despesas continuadas;
- Criação de licença compensatória com possibilidade de conversão em dinheiro;
- Nova regra de cálculo semestral para aposentadorias e pensões.
Segundo o governo, a previsão de reajustes até 2029 contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias nos últimos oito meses de mandato que não possam ser integralmente pagas dentro do período de governo.
No caso da licença compensatória, o projeto permitia a conversão de dias de folga, acumulados por atividades extraordinárias, como sessões noturnas e auditorias, em indenização financeira. O Executivo avaliou que, em alguns casos, os valores poderiam ultrapassar o teto do funcionalismo, o que motivou o veto.



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