Tarcísio de Freitas defende monitor de escola cívico-militar após erro de português: “Quem não erra?”
Governador afirmou que monitores não atuam na área pedagógica e que falhas na escrita não devem ser motivo de “crucificação”
Reprodução O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), saiu em defesa de monitores militares de uma escola cívico-militar de Caçapava, no interior paulista, após a repercussão de erros de português escritos em um quadro durante a aula inaugural da unidade. O caso ocorreu nesta semana e ganhou destaque nas redes sociais.
Durante agenda oficial em Cruzeiro (SP), nesta quinta-feira (5), Tarcísio comentou o episódio em entrevista à Rede Vanguarda, afirmando que os profissionais envolvidos não são professores da rede estadual e não exercem funções pedagógicas.
As imagens que circularam mostram monitores escrevendo incorretamente palavras como “descançar” e “continêcia” no quadro. Segundo Tarcísio, a função dos monitores é orientar os estudantes quanto à postura, disciplina e valores cívicos dentro do modelo de escola cívico-militar.

“O que ele estava tentando ali é ensinar respeito, postura, rotina. Cantar o hino, hastear a bandeira, apresentar a turma ao professor. Qual o problema disso?”, questionou.
O governador também afirmou que lamenta os erros de escrita, mas defendeu que o episódio não deve ser tratado como algo grave, reforçando que os monitores não são responsáveis pelo ensino de conteúdos escolares.
“A gente não pode crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro. Eles não estão lá para isso, eles não são professores”, completou.
O caso
O episódio ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra, em Caçapava, durante uma atividade conduzida por policiais militares aposentados, responsáveis pela monitoria de ordem unida, conjunto de movimentos padronizados da rotina militar.
Durante a aula, o termo “descansar” foi escrito com “ç”, e a palavra “continência” apareceu sem a letra “n”. Após ser alertado, o monitor responsável corrigiu as grafias ainda durante a atividade.
A Secretaria da Educação do Estado informou que todo o conteúdo pedagógico é elaborado e aplicado exclusivamente pelos professores da rede estadual. Segundo a pasta, os monitores atuam apenas na orientação disciplinar e na promoção de valores cívicos.
Atualmente, 11 escolas estaduais do Vale do Paraíba e região iniciaram o ano letivo de 2026 dentro do modelo cívico-militar, distribuídas em 10 cidades.



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