'Vamos meter a colher, sim', diz Lula sobre casos de violência doméstica

Presidente participou do lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio


'Vamos meter a colher, sim', diz Lula sobre casos de violência doméstica Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o ditado popular “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” para defender medidas de combate à violência doméstica.

“Nós estamos e vamos meter a colher, sim”, afirmou.

A declaração foi feita durante o discurso de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, nesta quarta-feira (4). Na ocasião, Lula destacou que ninguém deve se omitir ao presenciar brigas entre casais e crimes de violência contra mulheres.

Ainda em seu discurso, o presidente da República citou casos de agressões cometidas por alguns atletas brasileiros contra mulheres ao defender que meninos sejam preparados, inclusive no esporte, para não cometer esse tipo de crime. 

“Se uma criança de 6 anos vai para um time de futebol para se transformar em um jogador famoso, ela precisa ser preparada para, quando ficar famosa, não fazer a bobagem que alguns atletas acham que podem fazer por causa do dinheiro”, disse.

O presidente também falou sobre a criação de “uma nova civilização” e pediu respeito, independentemente do sexo.

Um dos casos de violência contra a mulher no esporte é o do jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália e atualmente preso em Limeira.

Já Daniel Alves havia sido condenado a quatro anos e meio por abuso sexual, em Barcelona, mas foi absolvido em 2025.

Outro caso é o do goleiro Bruno, condenado em 2013 a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio.

PACTO BRASIL DE ENFRENTAMENTO AO FEMINICÍDIO

O Governo do Brasil, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançaram, nesta quarta-feira (4), o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

Segundo o Governo Federal, a  iniciativa estabelece uma atuação inédita, coordenada e permanente entre os Três Poderes para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. A cerimônia de assinatura ocorreu no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença dos chefes dos Poderes, autoridades e convidados.

"O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio parte do reconhecimento de que a violência contra as mulheres e meninas no país é uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas. O lançamento da iniciativa será acompanhado por uma estratégia de comunicação de alcance nacional, orientada pelo conceito “Todos juntos por todas”, que amplia o chamado para além de mulheres e meninas e convoca toda a sociedade — especialmente os homens — a assumir um papel ativo como aliado no enfrentamento à violência", escreveu o Governo Federal. 

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