Entenda o caso de Juliana Marins, a brasileira que caiu em um vulcão na Indonésia
Autoridades relatam que brasileira estaria imóvel, segundo imagens de drone
Foto: Reprodução Juliana Marins, de 26 anos, está desaparecida desde sábado (21), após sofrer um acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia. O acidente ocorreu na madrugada de sábado, pelo horário local, e no início da noite de sexta-feira (20), no horário de Brasília. Juliana fazia um mochilão pelo mundo desde fevereiro deste ano.
As buscas seguem pelo quarto dia, com expectativa de avanço nas próximas horas, dependendo das condições climáticas e da liberação do espaço aéreo para os helicópteros de apoio.
As autoridades indonésias divulgaram, na segunda-feira (23), que a brasileira estaria imóvel: "visualmente sem sinais de movimento”, de acordo com imagens captadas por um drone. As informações também revelam que ela está mais distante da trilha do que se imaginava. Inicialmente, acreditava-se que Juliana estivesse a 500 metros do caminho original, mas as buscas identificaram que ela está, na verdade, a cerca de 950 metros, o que traz preocupações, pois Juliana está escorregando.
As equipes de resgate enfrentam dificuldades no terreno e conseguiram descer apenas 400 metros até o momento, segundo informações da família. Dois helicópteros estão de prontidão, aguardando autorização para acesso ao espaço aéreo e apoio nas buscas
Diante da situação, a irmã de Juliana, Mariana Marins, criou um perfil no Instagram, @resgatejulianamarins, para compartilhar atualizações sobre o caso e mobilizar apoio.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, informou que acompanha de perto as operações. Em nota divulgada na noite de domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que entrou em contato diretamente com o governo da Indonésia para solicitar reforço nas buscas e no resgate da brasileira. A pasta também informou que enviou dois funcionários da Embaixada do Brasil em Jacarta para “acompanhar pessoalmente os esforços pelo resgate, que foi dificultado, no dia de ontem, por condições meteorológicas e de visibilidade adversas”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais, compartilhando o posicionamento do governo brasileiro sobre o caso. A primeira-dama, Janja da Silva, também comentou publicamente, demonstrando preocupação com o desaparecimento de Juliana. Ela afirmou que conversou com o ministro Mauro Vieira para obter mais informações sobre a operação: “No decorrer do dia o ministro se manteve empenhado em auxiliar, de todas as formas possíveis, para que o resgate seja feito com urgência e que Juliana retorne ao Brasil o mais breve", declara.
O pai da jovem, Manoel Filho, relatou nesta segunda-feira (23), que enfrentou dificuldades para viajar à Indonésia, devido ao fechamento do espaço aéreo provocado pelos recentes conflitos envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. Entretanto, na manhã desta terça-feira (24), anunciou em seus storys do Instagram, que conseguiu embarcar após a grande repercussão do caso. Antes da viagem, ele gravou um vídeo agradecendo o apoio recebido:
“Obrigado a todos que estão se mobilizando, obrigado ao governo brasileiro, obrigado aos amigos e pessoas que eu nem conhecia e nem esperava, mas estão se mobilizando e fazendo o que é possível, nos apontando caminhos para que nós possamos trazer a Juliana sã e salva, que é o que nós esperamos. Obrigada pelo esforço de todos”, afirmou Manoel.



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