Corinthians acerta suspensão de pagamento da Neo Química Arena
Clube e banco tiveram reunião nesta sexta-feira com Ministro Guilherme Boulos
Reprodução O Corinthians acordou com a Caixa Econômica Federal a suspensão por um ano dos pagamentos da dívida pela Neo Química Arena. Nesse período, o banco público também deixará de reter dinheiro da bilheteria dos jogos e parcela das premiações de campeonatos.
Durante a negociação para quitação da dívida de R$ 630 milhões em troca dos naming rights do estádio e de outros produtos comerciais, o presidente Osmar Stabile acordou com a Caixa a suspensão do pagamento da dívida, o que dará liberdade ao fluxo financeiro do clube.
Isso inclui diferentes fontes de receitas parcialmente retidas pela Caixa. O contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022 pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, prevê a retenção de 55% da bilheteria e 50% das premiações como garantias para o abatimento do débito.
Com a liberação, a diretoria corintiana considera que só a bilheteria, uma das principais fontes de receita em razão da constante lotação em jogos na Arena, já será capaz de dar fôlego financeiro em um momento de gravíssima crise.
Nesta sexta-feira (16), o Corinthians e a Caixa Econômica Federal deram um novo passo para renegociar a dívida de aproximadamente R$ 660 milhões referente à arena do clube. O encontro, que contou com a presença de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, resultou na assinatura de um termo de confidencialidade sobre as negociações. A medida é vista como mais uma das ações governamentais recentes.
Em meio à campanha para a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem divulgado uma série de medidas populares, frequentemente chamadas de "pacote de bondades". Enquanto adversários políticos enxergam a tática como um sinal de "desespero", Lula argumenta que o objetivo é entregar aos cidadãos "tudo que não demos".
A sequência de anúncios engloba desde o perdão de débitos até subsídios. Antes do primeiro turno, em 17 de setembro, o governo confirmou um aumento de 15% no Bolsa Família, elevando o valor base de R$ 600 para R$ 691. A justificativa oficial foi a necessidade de corrigir as perdas para a inflação.
Já no dia 25 de setembro, o presidente determinou a proibição de apostas esportivas (conhecidas como bets) e cassinos virtuais, a exemplo do jogo do tigrinho. Na mesma data, foi oficializado o programa Desenrola 3.0, que tem a meta de renegociar R$ 150 bilhões em pendências financeiras, oferecendo descontos que partem de 90%.
Após a votação do primeiro turno em 4 de outubro — que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente com 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula —, o governo intensificou a agenda e lançou mais cinco iniciativas.
No dia 9 de outubro, com o intuito de amenizar os reflexos de conflitos internacionais nos combustíveis, a equipe econômica zerou os tributos federais incidentes sobre a gasolina pelo período de um mês. Quatro dias depois (13), foi apresentado o pacote "Prospera MEI", contendo cinco diretrizes voltadas aos microempreendedores individuais. O grande destaque é um projeto de lei complementar (PLP) que prevê a anistia de R$ 12,6 bilhões em dívidas da categoria com a União.
Ainda em 13 de outubro, Lula prometeu criar o programa "Pé-de-Meia" voltado ao ensino superior em um eventual novo mandato. A iniciativa repassaria R$ 2.500 ao final de cada ano concluído, além de uma poupança de R$ 700 mensais durante dez meses. Para um curso de quatro anos, o repasse chegaria a R$ 10 mil por aluno.
Por fim, no dia 15 de outubro, o presidente informou que pretende enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir catraca livre no transporte público durante os finais de semana, utilizando recursos de emendas parlamentares para custear o projeto.
De acordo com um levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), todo esse conjunto de ações mobilizado durante a campanha já soma um impacto financeiro de R$ 298,4 bilhões para o ano de 2026. A conta engloba isenções fiscais, linhas de crédito e gastos primários diretos.




COMENTÁRIOS