Ex-presidente do Equador é condenado por corrupção
A Justiça equatoriana condenou, na última sexta-feira (28), o ex-presidente do país, Lenín Moreno, a cinco anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção. A sentença é resultado das investigações sobre o escândalo de subornos ligado à construção da usina hidrelétrica Coca Codo Sinclair, considerada a maior obra de infraestrutura energética do Equador.
Segundo os autos do processo, a família de Moreno teria recebido cerca de US$ 1 milhão em propinas pagas pela Sinohydro, empresa chinesa responsável pela execução do projeto. Os pagamentos ilícitos ocorreram no período entre 2007 e 2013. Na época em que os crimes foram cometidos, Lenín Moreno ocupava o cargo de vice-presidente da República, durante a gestão de Rafael Correa.
O impacto da condenação se estendeu ao círculo íntimo do ex-mandatário. Além de Moreno, sua esposa e outros familiares foram julgados e condenados a quase três anos de prisão por cumplicidade no esquema de desvios e recebimento de vantagens indevidas.
Defesa e negação
Após o anúncio da decisão judicial, Lenín Moreno veio a público para rechaçar a condenação. O ex-presidente afirmou categoricamente que "não recebeu um único centavo da Sinohydro" e classificou a sentença como injusta. A defesa do político já adiantou que pretende recorrer da decisão nas instâncias superiores do judiciário equatoriano.
Histórico de condenações
A prisão de Moreno lança novamente os holofotes sobre a crise política e institucional que atinge as lideranças recentes do país sul-americano. O caso relembra o destino do ex-presidente Rafael Correa — de quem Moreno foi vice-presidente e, posteriormente, sucessor e desafeto político.
Em 2020, Correa também foi condenado a oito anos de prisão em outro escândalo de corrupção. No entanto, ele não cumpre a pena, pois vive exilado na Bélgica desde que deixou o poder.




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