PM dá soco em caminhoneiro durante protesto pelo frete em Santos
Confusão ocorreu durante paralisação de caminhoneiros autônomos na Alemoa; horas depois, Senado aprovou a MP do Frete
Reprodução / Redes Sociais Um caminhoneiro foi atingido por um soco dado por um policial militar durante um protesto da categoria em Santos, no litoral de São Paulo. As informações são do Portal G1.
A agressão foi registrada em vídeo na manhã desta terça-feira (14), durante o segundo dia de paralisação de caminhoneiros autônomos na região da Alemoa, principal acesso ao Porto de Santos.
Nas imagens, o caminhoneiro aparece em meio à confusão e cai após ser atingido no rosto pelo policial. O vídeo passou a circular nas redes sociais.
A paralisação foi organizada para pressionar pela votação da Medida Provisória 1.343, conhecida como MP do Frete, que altera regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.
O que se sabe
A confusão começou depois que um motorista furou a paralisação, o que provocou revolta entre os manifestantes.
A Polícia Militar informou que uma pedra teria sido arremessada contra o veículo que seguia viagem. A corporação afirmou que a situação motivou a intervenção dos agentes. Não há informação de que o caminhoneiro atingido pelo soco tenha sido o responsável por lançar o objeto.
A paralisação provocou reflexos no trânsito, com filas de veículos comerciais e lentidão em rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, principalmente no acesso aos pátios reguladores.
Apesar da mobilização, a Autoridade Portuária de Santos informou que as operações de carga e descarga nos terminais seguiram normalmente.
Horas depois da confusão, o Senado aprovou a MP do Frete. A proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto mantém a necessidade de um valor mínimo para o frete, mas retirou a previsão de piso nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros de longas distâncias, sob o argumento de inconstitucionalidade.
A medida também endurece as punições para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete, calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres com base em fatores como distância, tipo de carga, número de eixos e custos da operação.
A MP prevê multas que podem chegar a R$ 1 milhão, suspensão do registro do transportador e cancelamento do registro em casos de reincidência grave.
Assista o vídeo:




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