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Avião chacoalha em solo durante terremoto na Venezuela

Imagens foram registradas no principal aeroporto do país, que sofreu danos durante os tremores e teve as operações suspensas


Avião chacoalha em solo durante terremoto na Venezuela Reprodução / Redes Sociais

Imagens registradas na quarta-feira (24) mostram uma aeronave chacoalhando ainda em solo durante os fortes tremores que atingiram a Venezuela. As informações são do Portal G1.

O vídeo foi gravado por um passageiro no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, o principal do país, localizado em Maiquetía, próximo a Caracas.

Nas imagens, é possível perceber o momento em que o avião começa a balançar enquanto ainda está parado. Outras gravações feitas no aeroporto mostram parte da estrutura do terminal sendo atingida pelos tremores.

O local sofreu danos e teve as operações suspensas. Até a última atualização, o aeroporto seguia fechado, sem pousos ou decolagens.

A Venezuela foi atingida por dois terremotos em sequência na noite de quarta-feira. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram destruição em diferentes regiões do país.

O epicentro do tremor mais forte foi registrado na região de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas. Réplicas também foram sentidas em cidades costeiras próximas da capital, como La Guaira, uma das áreas mais afetadas.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o número de mortos chegou a 920 nesta sexta-feira (26). Mais cedo, as autoridades também informaram 2.980 feridos.

O levantamento ainda é provisório. Organizações internacionais alertam que o número de vítimas pode aumentar, já que há pessoas desaparecidas e equipes de resgate ainda trabalham em áreas com prédios destruídos.

La Guaira foi classificada como zona de desastre. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que a região será militarizada para apoiar as ações de segurança e resgate.

Equipes tentam localizar sobreviventes sob os escombros, enquanto moradores relatam falta de máquinas, equipamentos e estrutura para acelerar as buscas.

A ONU estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos avalia que, pela força dos tremores, pela baixa profundidade dos abalos e pela densidade populacional das áreas atingidas, o número de mortos pode ser muito maior.

Brasil, Estados Unidos e outros países anunciaram o envio de equipes e ajuda humanitária para auxiliar nas buscas e no atendimento às vítimas.




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