Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para não taxar empresas brasileiras
Senador afirmou que eventual tarifa dos Estados Unidos seria uma retaliação a Lula e negou que o Pix esteja ameaçado
Reprodução / Rádio Itatiaia O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu “expressamente” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que empresas brasileiras não fossem taxadas.
A declaração foi dada após o governo americano propor um aumento de 25% nas alíquotas de importação de produtos do Brasil. Para Flávio, a medida seria uma retaliação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à rádio Itatiaia, o senador disse que Lula teria perdido a confiança do governo americano. Segundo ele, o petista se tornou “inconfiável” por suas posições em temas como o combate a facções criminosas e a busca por alternativas ao dólar como moeda padrão internacional.
Flávio também negou que o Pix esteja ameaçado após o governo Trump classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O senador acusou Lula de tentar criar “terrorismo na cabeça dos brasileiros” ao relacionar o sistema de pagamentos à decisão americana.
“É mentira que o Pix está ameaçado. Não tem absolutamente nada a ver o meio de pagamento com isso tudo”, afirmou.
A sugestão do governo americano prevê tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, mas exclui uma lista de bens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. Entre eles estão alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, castanhas, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais.
Entre os pontos levantados pela Casa Branca estão críticas a decisões judiciais brasileiras envolvendo empresas americanas de tecnologia, além de políticas que, segundo o governo americano, favoreceriam empresas nacionais de pagamento eletrônico.




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