Após encontro com Trump, Flávio critica Lula e defende PCC e CV como terroristas
Senador afirmou que encontro tratou de segurança, tecnologia, investimentos e relações entre Brasil e Estados Unidos
Reprodução / Redes Sociais / Mario Frias O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se encontrou nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.
Após a visita, Flávio concedeu entrevista coletiva e afirmou que apresentou ao presidente norte-americano as diferenças entre um eventual governo dele e a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador disse que o Brasil precisa buscar parcerias estratégicas com países democráticos, capazes de gerar empregos, investimentos, tecnologia e segurança.
Segundo o portal G1, a reunião foi breve. Membros da comitiva relataram ao portal que Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval para tirar uma foto com Trump antes de deixarem o local. Documentos também teriam sido entregues a assessores da Casa Branca.
Na coletiva, Flávio apresentou outra versão sobre o encontro. Segundo ele, chegou à Casa Branca às 15h e deixou o local às 16h40. O senador afirmou que a reunião foi resultado de um convite direto de Trump e não teria sido intermediada por “nenhum empresário duvidoso”.
Flávio também disse que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro, as condições da prisão do ex-presidente e como a família tem lidado com a situação.
“A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre o meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso”, declarou.
Um dos principais pontos da fala de Flávio foi a segurança pública. O senador afirmou que pediu a Trump para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Segundo Flávio, as facções controlam territórios no Brasil, impõem regras próprias, corrompem agentes públicos, intimidam testemunhas, ordenam ações de dentro dos presídios e atuam em outros países.
“Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista”, afirmou.
O pré-candidato também disse que, a partir de janeiro de 2027, o Brasil integraria o chamado “Escudo das Américas”, uma aliança internacional contra o crime organizado transnacional e o terrorismo. Segundo ele, o grupo reuniria países como Estados Unidos, Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Chile, Panamá e República Dominicana.
Durante a coletiva, Flávio ainda criticou Lula e afirmou que sua visita teve como objetivo apresentar aos Estados Unidos uma alternativa política para o Brasil nas eleições de 2026.
“O objetivo central da minha visita foi oferecer aos Estados Unidos uma alternativa ao que o Lula veio fazer aqui há poucas semanas”, disse.
Além da segurança pública, Flávio afirmou ter tratado de temas como terras raras, minerais críticos, investimentos, tecnologia e acordos comerciais com os Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil tem posição estratégica nesse setor e poderia ser uma alternativa à China em uma parceria com países do chamado “mundo livre”.
As imagens do encontro foram publicadas nas redes sociais pelo deputado federal Mario Frias. Em uma das legendas, ele escreveu: “Hoje vai ter choro e ranger de dentes”, junto de uma foto com Flávio Bolsonaro, Trump, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto a aliados ideológicos de Trump. O encontro ocorre em meio à repercussão das conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, divulgadas pelo site The Intercept Brasil.
Assista o vídeo:




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