Ypê recorre e volta a comercializar produtos; Anvisa mantém alerta
A Agência Nacional recomenda que os consumidores não utilizem os produtos indicados
Reprodução A empresa de produtos de higiene e limpeza Ypê entrou com um recurso e conseguiu autorização para voltar a fabricar e comercializar os produtos que estavam suspensos. Mesmo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém o alerta para possíveis riscos sanitários.
Em nota divulgada na sexta-feira (8), a Ypê afirmou que, com o recurso, a proibição da fabricação e comercialização de produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes teve os efeitos suspensos automaticamente até um novo pronunciamento da Anvisa.
Apesar da decisão, a Agência Nacional recomenda que os consumidores não utilizem os produtos indicados, por questão de segurança. A agência também destacou que cabe à empresa orientar a população, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), sobre procedimentos de recolhimento, troca, devolução, ressarcimento ou outras medidas necessárias.
Já a Ypê afirmou que mantém o compromisso com a qualidade, a segurança e a transparência dos produtos e que seguirá em diálogo com a Anvisa e demais autoridades.
Suspensão e recolhimento
A Anvisa suspendeu a fabricação e determinou o recolhimento, na quinta-feira (7), de produtos lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante da marca, de todos os lotes com numeração final 1.
A decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário realizada na semana passada.
Segundo a Anvisa, durante a inspeção, foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo. Entre eles, falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.
"Os problemas identificados comprometem o atendimento aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos", explicou a Anvisa.




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