Lula diz em Barcelona que problema da mulher "não é da mulher, é do homem" e defende pacto contra feminicídio
Presidente participou do Fórum Democracia Sempre na Espanha
Reprodução O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste sábado (18) da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha. O encontro reúne chefes de Estado e de governo de diferentes regiões do mundo para debater o fortalecimento das instituições democráticas e os principais desafios globais à governança.
Criado em 2024 por iniciativa de líderes progressistas, entre eles Lula e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, o fórum busca ampliar a articulação internacional em defesa da democracia diante do avanço de movimentos autoritários e extremistas em diferentes países.
A edição deste ano ocorre em meio a conflitos armados em diferentes regiões, como no Oriente Médio, e ao aumento das tensões políticas internacionais, incluindo embates envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No Brasil, o encontro acontece em um contexto pré-eleitoral, quando temas como reforma nas instituições, regulação das plataformas digitais e enfrentamento ao extremismo tendem a ocupar o centro do debate político.
Pacto contra o feminicídio
Em seu discurso, Lula comentou sobre o Pacto do Brasil contra o feminicídio e afirmou que o país tem se tornado cada vez mais violento. Ele destacou que a iniciativa busca chamar a responsabilidade dos homens, que são, segundo ele, os principais agentes da violência contra a mulher.
"E no caso do meu país, cada vez mais violento. Nós criamos no país um pacto para enfrentar o feminicídio, tentando chamar a responsabilidade dos homens porque são eles que são violentos. E nós queremos chamar a atenção que o problema da mulher não é da mulher, é do homem", declarou.
O presidente também afirmou que o governo está tentando conscientizar lideranças religiosas e sociais para garantir mais segurança para mulheres e meninas.
"E nós estamos tentando conscientizar pastores, bispos e representantes sociais para que a gente possa dar tranquilidade para mulheres e meninas desse mundo de hoje", completou.
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