Sorocaba registra múltiplos caso de violência contra mulher em menos de 4 meses
Crimes ocorreram ao longo do ano, com vítimas de diferentes idades e relações com os autores; autoridades reforçam a necessidade de medidas protetivas eficazes
Reprodução O ano de 2026 em Sorocaba e região tem sido marcado por casos de feminicídio que chocaram a população e expuseram a vulnerabilidade de mulheres mesmo diante de medidas protetivas. Ao longo dos primeiros meses, diversos crimes foram registrados, envolvendo ex-companheiros, namorados e familiares, com violência extrema e, em alguns casos, múltiplas vítimas.
O caso mais recente foi registrado na manhã desta terça-feira (31). A vítima, Maria Eugênia Chagas, de 51 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido dentro de sua casa, na Vila Zacarias. O estado contabilizou 55 casos de feminicídio nos dois primeiros meses de 2026, contra 42 registrados no mesmo período do ano passado, representando um aumento de 31%. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o governo está trabalhando na ampliação da rede de proteção às mulheres, reforçando medidas de prevenção e combate à violência doméstica.
Janeiro
Sorocaba, 18 de janeiro - Antonio Batista de Lima matou a ex-companheira e a namorada dela no bairro Parque Vista Bárbara. Após cometer os crimes com facadas, fugiu para Minas Gerais, onde foi capturado em flagrante. Enquanto aguardava procedimentos em uma cela do plantão policial em Pouso Alegre, foi encontrado sem vida. As vítimas, Tamara da Silva e Giovanna Cristina Tedesco de Almeida, foram sepultadas em Sorocaba.
Fevereiro
Iperó, 5 de fevereiro - Um homem matou a ex-companheira e os pais dela. O casal havia mantido um relacionamento de cerca de 20 anos e estava separado recentemente. A vítima seguia para o trabalho acompanhada do pai quando foi surpreendida pelo autor, que efetuou disparos de arma de fogo contra eles. Em seguida, ele matou a ex-sogra dentro da residência e, ao tentar atingir outros familiares sem sucesso, tirou a própria vida. Havia registro de boletim de ocorrência e pedido de medida protetiva, evidenciando histórico de violência doméstica.
Março
Votorantim, 11 de março - Uma mulher haitiana de 39 anos, Esther Estinor, foi encontrada morta no dia 11 de março, atrás de sua casa, com o corpo mutilado. O principal suspeito é o ex-companheiro, de 36 anos. Esther havia desaparecido no domingo anterior, Dia da Mulher, deixando três filhos. Ela vivia no Brasil há cinco anos e trabalhava em um restaurante da região. A família registrou boletim de ocorrência após não conseguir localizá-la.
Sorocaba, 27 de março - Na zona oeste da cidade, uma mulher foi esfaqueada pelo namorado. Ela recebeu pelo menos dez facadas no rosto, nas mãos, nas costas e na barriga. O agressor, que se entregou à Ronda Ostensiva Municipal após o crime, mantinha um relacionamento de dois anos com a vítima e morava com ela havia três meses. Ela foi socorrida e permanece internada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, enquanto a ocorrência segue em investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Sorocaba, 30 de março - Maria Eugênia Chagas, de 51 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido de 46 anos dentro de sua residência. A vítima havia acionado o botão do pânico momentos antes de ser atacada e tinha medida protetiva contra o agressor, que já possuía histórico de violência doméstica. O crime ocorreu na frente da filha da vítima, que tentou socorrê-la ligando para o 190. A Guarda Civil Municipal encontrou Maria Eugênia já sem vida, com múltiplas perfurações. O autor fugiu e segue sendo procurado pelas autorida



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