Filho de Lula é alvo de pedido de prisão em relatório da CPMI
Documento apresentado por Alfredo Gaspar também propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas; defesa nega irregularidades
Reprodução O relatório final da CPMI que investiga fraudes no INSS trouxe um novo elemento de tensão política nesta sexta-feira (27). O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da comissão, sugeriu que o Senado acione a Justiça para pedir a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do Portal G1.
Segundo o parlamentar, há indícios de que o investigado poderia tentar deixar o país para evitar eventuais responsabilizações.
Indiciamentos e recomendações
Além do pedido relacionado a Lulinha, o relatório propõe o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de envolvimento em irregularidades ligadas a aposentadorias e pensões do INSS.
O documento também recomenda que outros nomes e instituições sejam alvo de aprofundamento das investigações por órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Entre os citados estão autoridades políticas e representantes de instituições financeiras.
O que motivou a citação de Lulinha
A inclusão do filho do presidente nas conclusões da CPMI está relacionada a depoimentos colhidos durante a investigação.
Segundo apuração, uma testemunha afirmou que um empresário investigado teria mencionado pagamentos mensais ao filho de Lula, em um suposto contexto de intermediação de interesses.
O empresário citado está preso e é apontado como suspeito de envolvimento em desvios de benefícios previdenciários. Não houve, até o momento, comprovação de contratos firmados relacionados às alegações.
Limites da comissão
Apesar das recomendações, a CPMI não tem poder para determinar prisões.
O papel do colegiado é investigar e encaminhar suas conclusões às autoridades competentes, que podem ou não adotar medidas judiciais a partir das informações reunidas.
Defesa contesta
A defesa de Lulinha reagiu às conclusões do relatório e afirmou que o cliente não tem qualquer ligação com os fatos investigados.
Em nota, os advogados classificaram a atuação do relator como de natureza política e criticaram o que chamaram de tentativa de uso eleitoral da comissão.



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