Mulher morre após ser agredida a socos pelo companheiro em SP

Vítima chegou a ser atendida em uma UPA com contusões na costela, mas foi liberada e morreu no dia seguinte


Mulher morre após ser agredida a socos pelo companheiro em SP

Uma mulher morreu após ser agredida pelo companheiro em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, na segunda-feira (23). Ela chegou a ser atendida em uma UPA (Unidade Pronto-Atendimento) com contusões na costela, mas foi liberada e morreu no dia seguinte.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Simone Aparecida, 42, foi agredida com diversos socos por Rodrigo Clécio Gomes Ferreira, 37, na casa onde o casal morava, no último domingo (22).

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas Rodrigo impediu a equipe de prestar socorro à Simone. A Polícia Militar foi acionada para contê-lo.

A mulher apresentava ferimentos graves, segundo registro policial, e foi levada à UPA Tito Lopes, onde foi atendida, medicada e liberada.

Rodrigo foi preso e encaminhado para o 63° DP (Vila Jacuí). A polícia não informou se ele constituiu advogado.

Por causa dos ferimentos, Simone não conseguiu ir à delegacia para registrar a ocorrência e acabou prestando depoimento por telefone, enquanto estava no hospital. Ela relatou que vivia em união estável com Rodrigo havia cinco anos. O casal tem um filho de 1 ano e 4 meses.

A vítima disse ainda que já havia sido agredida em outras ocasiões e, no dia do crime, Rodrigo chegou em casa embriagado e desferiu vários socos na região do abdômen e das costelas. Ela ainda pediu à polícia uma medida protetiva contra o companheiro, por temer pela própria integridade física.

No dia seguinte, Simone acordou com muitas dores e procurou atendimento no Hospital Planalto, onde acabou morrendo. A polícia não informou a causa da morte dela.

Procurada na manhã desta quarta-feira (25), a Prefeitura de São Paulo ainda não se manifestou a respeito do atendimento médico prestado à vítima.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Rodrigo já era procurado pela Justiça Federal, mas não informou por qual crime. O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

ISABELA PALHARES, FOLHAPRESS




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