Investigação sobre Banco Master é prorrogada; Vorcaro pode firmar acordo de delação
Decisão atende pedido da Polícia Federal, que aponta necessidade de novas diligências; defesa de Daniel Vorcaro indica interesse em colaborar com investigações sobre esquema bilionário
Reprodução O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação, por 60 dias, do inquérito que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que aponta a necessidade de continuidade das diligências para esclarecer os fatos. As informações são do Portal G1.
Segundo o ministro, há elementos que justificam a ampliação do prazo, diante da complexidade do material reunido ao longo da investigação. A Polícia Federal afirma que ainda há grande volume de documentos, celulares e computadores apreendidos que precisam ser analisados.
Paralelamente, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro deu sinais de que avalia a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. O advogado José Luís Oliveira Lima procurou a Polícia Federal para indicar o interesse do empresário em colaborar com as investigações.
De acordo com relatos, a defesa teria afirmado que Vorcaro estaria disposto a fornecer informações sem restrições, o que poderia trazer novos desdobramentos ao caso. Procurado, o advogado não comentou o assunto, alegando a sensibilidade da apuração.
Na terça-feira (17), a equipe de defesa também se reuniu com o ministro André Mendonça para discutir o andamento do processo. Entre os pontos abordados, foi mencionada a possibilidade de colaboração com as autoridades.
Vorcaro é investigado em um esquema que apura a criação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos, com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões. As investigações fazem parte da Operação Compliance Zero, que já teve diferentes fases desde novembro de 2025.
A Polícia Federal também apura a existência de uma estrutura paralela que atuaria para intimidar adversários e interferir em órgãos reguladores. O caso envolve suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça.



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