Imagens mostram criminosos comemorando estupro de adolescente em Copacabana
Crime ocorreu em janeiro em apartamento na Zona Sul; outras vítimas procuraram polícia após caso virar público
Reprodução / G1 / Fantástico Uma reportagem exibida no último domingo (8), revelou imagens em que os cinco suspeitos de estuprar uma adolescente de 17 anos em Copacabana aparecem comemorando e debochando dentro do elevador do prédio onde o crime ocorreu, em janeiro deste ano. As cenas, gravadas instantes depois das agressões, mostram um dos envolvidos dizendo: "A mãe de alguém teve que chorar".
O delegado Angelo Lages, responsável pelo caso, classificou as imagens como chocantes. Ele afirmou que faltam palavras para narrar o que representa esse tipo de conduta.
O caso
O crime ocorreu em 31 de janeiro, quando a adolescente foi convidada ao apartamento por um colega de escola, um menor de 17 anos com quem já havia se relacionado. O imóvel pertence à família de um dos suspeitos.
Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos envolvidos. Às 19h24, três dos cinco jovens entram no edifício. Às 19h25, a vítima chega acompanhada do menor.
Segundo o depoimento da menina, ela foi levada ao quarto para namorar com o menor. Foi quando os outros quatro jovens invadiram o cômodo, trancaram a porta e a imobilizaram. Por aproximadamente uma hora, os cinco se revezaram em agressões sexuais e físicas.
As lesões foram confirmadas pelo Instituto Médico Legal e são compatíveis com o relato da vítima, segundo o delegado.
O desabafo da família
O irmão da adolescente foi a primeira pessoa a quem ela pediu socorro. Ele contou que ela mandou mensagem dizendo que precisava de ajuda e que achava que tinha sido estuprada.
A avó, que tem a guarda da menina, descreveu o momento em que a neta contou o ocorrido. A jovem a abraçou e pediu desculpas. A avó respondeu que ela não tinha culpa. Ao ajudá-la a levantar o vestido, viu hematomas graves em várias partes do corpo.
Outras vítimas
Após a divulgação do caso, outras adolescentes procuraram a polícia com relatos semelhantes envolvendo os mesmos suspeitos.
Uma mãe contou que a filha, então com 14 anos, foi violentada por pelo menos dois do grupo há três anos. Ela disse que não teve estômago para ouvir os detalhes.
Outra jovem, hoje maior de idade, afirmou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados. Ela relatou que o suspeito forçou um ato sexual enquanto ela se sentia fraca. A vítima disse que nunca contou por não ter assimilado o trauma, até ver o caso da adolescente de 17 anos.
Posicionamento do colégio
As duas jovens também acusam o Colégio Pedro II de ter ignorado sinais. Em nota, a instituição afirmou que todas as denúncias são acolhidas e que abriu processo disciplinar, que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos.
Situação dos suspeitos
Quatro maiores de idade se entregaram e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O menor de 17 anos foi apreendido. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que vão provar a inocência no decorrer do processo.
Assista o vídeo:



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