'Tem que moer essa vagabunda', diz Vorcaro sobre empregada em troca de mensagens
Daniel Vorcaro contava com a ajuda de um grupo denominado "A Turma", que monitorava e intimidava pessoas consideradas ameaças ao banqueiro
Foto: reprodução A decisão do ministro do André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, revelou mensagens em que ele mandava integrantes de um grupo privado a intimidar pessoas consideradas adversárias, incluindo funcionários, uma empregada doméstica e jornalistas.
Em uma das conversas analisadas, Vorcaro reage a um possível desentendimento com a empregada. Nas mensagens, o banqueiro escreve: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.”
O ex-banqueiro conversava com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado pela investigação como coordenador operacional de um grupo denominado internamente “A Turma”, responsável por monitorar e intimidar pessoas vistas como ameaças aos interesses de Vorcaro.
Após receber a mensagem, Mourão pergunta como deveria proceder, e Vorcaro responde: “Puxa endereço tudo”, indicando que o grupo deveria localizar a funcionária e levantar seus dados pessoais.
Em outro episódio anexado à decisão, Vorcaro descobre que um empregado havia gravado um vídeo sem a sua autorização. A reação foi novamente mobilizar “A Turma” para intimidar o funcionário. Nas conversas, Mourão obtém documentos e informações pessoais do trabalhador, enquanto Vorcaro sugere estratégias para pressioná-lo de forma indireta.
As trocas de mensagens evidenciam que as ordens de Vorcaro eram executadas por uma estrutura organizada, conhecida como “A Turma”, voltada ao monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias do empresário.
As conversas foram descobertas no âmbito da investigação da Operação Compliance Zero.



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