Desembargador que absolveu homem por estupro é acusado de abuso sexual

Magid Nauef Láuar não comentou as denúncias


Desembargador que absolveu homem por estupro é acusado de abuso sexual Reprodução

Em Minas Gerais, o desembargador que havia absolvido um homem acusado de estupro de uma menina de 12 anos voltou atrás. Agora, ele determinou a prisão do suspeito e da mãe da vítima nesta quarta-feira (25). Durante a tarde, agentes da polícia cumpriram os mandados em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, prendendo o homem que vivia com a menina e a mãe dela. 

Na nova decisão, Láuar afirmou que analisou o caso “com maior profundidade” e ressaltou que “a diferença de idade entre a menor, à época dos fatos com 12 anos de idade, e o acusado, que contava com 35 anos”, evidencia a “vulnerabilidade e incapacidade de discernir e expressar validamente a sua vontade de se relacionar com uma pessoa adulta”.

Anteriormente, no início de fevereiro, os desembargadores Magid Láuar e Walner Milward Azevedo haviam votado pela absolvição, com apenas a desembargadora Karin Emmerich registrando voto contrário.

O processo chegou à Justiça em 2024, após denúncia do Conselho Tutelar de que a menina deixava de frequentar a escola. De acordo com o Ministério Público, o homem oferecia dinheiro e presentes à família da menor em troca da permissão para manter o relacionamento. Ele e a mãe foram condenados a nove anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável. A decisão inicial de absolvição provocou questionamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à Justiça de Minas Gerais.

Além disso, o caso trouxe à tona denúncias de abuso sexual contra o próprio desembargador Magid Nauef Láuar. O CNJ instaurou investigação e já ouviu pelo menos quatro pessoas que afirmam ter sido vítimas do magistrado, incluindo um primo de segundo grau. Saulo Láuar relatou ter sofrido constrangimentos e abuso aos 14 anos, quando foi chamado à residência de Magid em Ouro Preto.

“Houve a tentativa do ato em si e eu consegui sair. Depois disso, ele me ligou, pediu desculpas e depois não tocamos mais nesse assunto. Eu resolvi fazer um desabafo pessoal, uma espécie de manifesto, ainda que íntimo, mas pessoal, para dar força a esse movimento de mudança, de transformação de uma sociedade que não aceita esse tipo de comportamento”, afirma Saulo Lauar, analista do Ministério Público/ MG.

O desembargador Magid Nauef Láuar não comentou as denúncias.




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