Homem que matou ex-companheira em Bauru morre em confronto com a PM

Feminicídio ocorreu na manhã desta segunda-feira (08)


Homem que matou ex-companheira em Bauru morre em confronto com a PM Reprodução / Prefeitura Municipal de Bauru

O homem suspeito de matar a ex-companheira a facadas na manhã desta segunda-feira (8), em Bauru (SP), morreu horas depois durante um confronto com a Polícia Militar. José Felipe Candido havia fugido após o crime e foi localizado por equipes do Batalhão de Operações Especiais da PM (Baep) no Jardim Nicéia. As informações são do Portal G1.

A confirmação foi dada pela delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Luciana Claro, responsável pela investigação do caso.

José Felipe Candido matou a ex-mulher, Jéssica Pereira Silva, de 37 anos, após agredi-la com socos e chutes e, em seguida, esfaqueá-la. O crime ocorreu quando a vítima chegava para trabalhar em uma residência no bairro Jardim Carolina, onde atuava como cuidadora de idosos. O casal manteve um relacionamento por 22 anos e tinha quatro filhos.

Segundo a polícia, Jéssica possuía medida protetiva contra o ex-marido por agressões anteriores e era frequentemente ameaçada por ele. Testemunhas relataram que José Felipe não aceitava o fim do relacionamento. O ataque ocorreu por volta das 7h, ainda na rua, momentos antes de a vítima iniciar o expediente.

Após o assassinato, o homem fugiu e passou a ser procurado pelas forças de segurança. Ele foi encontrado horas depois no Jardim Nicéia, onde, segundo a PM, ocorreu o confronto que resultou em sua morte.

Suspeito de feminicídio é morto em confronto horas após crime em Bauru

Vítima Jéssica Pereira Silva. Foto: Reprodução

Protestos contra o feminicídio

O crime ocorreu um dia após manifestações contra o feminicídio em diversas cidades do país. No domingo (7), atos organizados por movimentos sociais reuniram milhares de pessoas em capitais e municípios do interior paulista pedindo o fim da violência contra mulheres.

Em Bauru, cerca de 300 pessoas participaram de uma passeata na Avenida Getúlio Vargas, com cartazes cobrando o combate à morte violenta de mulheres. Já na capital paulista, mais de 9 mil pessoas protestaram na Avenida Paulista. São Paulo registra recorde de casos de feminicídio neste ano.

De acordo com a legislação brasileira, o feminicídio é caracterizado pelo homicídio de mulheres em contextos de violência doméstica, familiar ou por discriminação de gênero, com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão.




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